Tag: Projeto Arquitetônico

  • Metrôs abandonados de Londres reimaginados pela arquitetura

    Metrôs abandonados de Londres reimaginados pela arquitetura como uma rede para pedestres e ciclistas. É por aí a ideia do novo projeto arquitetônico proposto pelo escritório de arquitetura Gensler, seguindo uma tendência que aos poucos vem ganhando força no exterior: dar um novo propósito às áreas subutilizadas de estações subterrâneas.

    Metrôs abandonados de Londres reimaginados pela arquitetura | Instituto Bramante

    A ideia dos arquitetos da Gensler é genial nos tempos de hoje: eles propuseram criar uma rede subterrânea de vias que geram energia elétrica enquanto as pessoas caminham ou pedalam sobre elas. O projeto arquitetônico, que ganhou o nome de London Underline – em referência à rede ferroviária London Underground e ao High Line Park, parque muito popular de Nova Iorque – surge como uma resposta ao problema da superlotação que Londres vem sofrendo nas rotas usuais de transportes.

    Metrôs abandonados de Londres reimaginados pela arquitetura | Instituto Bramante

    Como explicou Ian Mulcahey, co-diretor da Gensler de Londres, “Agora que Londres alcançou o nível mais alto de população em sua história, precisamos pensar criativamente sobre como maximizar o potencial de nossa infraestrutura. A adaptação de túneis de trem excedentes e subutilizados poderia fornecer uma adição simples e rápida à nossa infraestrutura”.

    Faz parte da rede de metrô de Londres uma série de estações e túneis antigos que foram retirados de serviço e agora se encontram vazias. Os arquitetos da Gensler defendem que esses espaços negligenciados poderiam estar oferecendo pistas para ciclistas muito mais seguras e menos lotadas do que as vias hoje utilizadas. E mais: o projeto arquitetônico dos arquitetos contempla espaços para lojas pop-ups, cafés e exposições culturais.

    Metrôs abandonados de Londres reimaginados pela arquitetura | Instituto Bramante

    Para a geração de energia, os arquitetos propuseram o uso de um sistema chamado Pavegen para revestir o piso dos túneis, ao invés das placas de pavimento convencionais. Esse revestimento inteligente converte a energia dos passos em eletricidade: ao aproveitar a energia cinética vinda dos passos, todo um novo espaço urbano é desbloqueado embaixo da cidade. Essa abordagem autossustentável pode dar à Londres a chance de mais uma vez levar o mundo a mesclar tradição com inovação em busca de um futuro melhor.

    Para ligar estações sem conexão o projeto arquitetônico propõe o uso de velhos reservatórios.

    Conheça mais sobre o projeto arquitetônico:

    Pelo projeto arquitetônico do London Underline, Gensler recebeu o prêmio London Planning Award de Melhor Projeto Conceitual.

    E se fosse dado a você o desafio de criar um projeto arquitetônico que desse um novo uso às estações abandonadas de metrô daqui, como você o faria?

    Projeto de arquitetura de Gensler
    Local: Londres, Inglaterra

  • Arquitetura de casa transparente em Hiroshima deixa os moradores mais próximos da natureza

    Imagine preparar o almoço na sua cozinha enquanto um animal selvagem, como um cervo, te observa do lado de fora. No mínimo inusitado, não é? Pois isso faz parte da proposta de um projeto arquitetônico residencial desenvolvido pelo escritório de arquitetura Suppose Design Office, do Japão. A arquitetura da casa transparente em Hiroshima deixa os moradores mais próximos da natureza, exatamente como eles pediram aos arquitetos.

     

    Em um ambiente campestre, com atmosfera tranquila, a casa, apelidada pelos arquitetos de Hiroshima Hut, possui alguns cômodos que foram projetados em um nível inferior ao nível do solo. O projeto arquitetônico da residência proporciona aos moradores terem o maior contato possível com a natureza. A transparência das paredes permite não apenas que entre luz natural em abundância no interior da casa, como também permite aos moradores que observem os animais selvagens dos arredores – e sejam observados por eles. Uma arquitetura brilhante para uma casa no meio da natureza.

     

    Com 80 metros quadrados, a casa japonesa possui tanto as paredes como as divisões transparentes. Ou seja, é possível olhar através da construção e enxergar as árvores ao fundo. Enquanto as paredes externas foram feitas com acrílico ao invés de vidro – o acrílico tem alta capacidade de isolamento térmico –, para as divisórias interiores foi escolhida a malha de metal. A madeira está presente nas molduras das portas, nas escadas e nos móveis. Uma arquitetura discreta, que interfere o mínimo na paisagem natural em que está inserida.

    Segundos os arquitetos, “uma das questões que surgiram durante o processo de design dessa construção foi como inseriríamos a casa em uma paisagem campestre tranquila e como ela interagiria com os animais locais dentro desse contexto. O conceito adotado no projeto foi suspender uma fina cobertura sobre uma colina natural, equipá-la com móveis, e dessa maneira criar um lugar onde pessoas e animais pudessem se encontrar”.

     

    Ou seja, para que esse projeto arquitetônico pudesse ser concretizado, os arquitetos elevaram a propriedade sobre um monte de cascalho, assim os cômodos localizados mais abaixo do nível do solo puderam ganhar privacidade. Isso resultou em um banheiro e uma cozinha parcialmente subterrâneos, e uma linha tênue entre os móveis e o piso, característica, aliás, típica da arquitetura japonesa, porém dentro de um estilo moderno. Na cozinha, o piso principal da casa se torna uma bancada com pia e fogão. Como disseram os arquitetos, graças ao design maravilhoso dessa casa, “é possível para um cervo observar os residentes enquanto eles preparam suas refeições”. Incrível!

     

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    O teto é o elemento opaco que mais se destaca na arquitetura. Os beirais do telhado sobressaem da fachada por vários metros – uma distância correspondente à altura das paredes. Isso cria um abrigo generoso ao redor de todo o perímetro, que é destinado também a atrair os animais.

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    Projeto de arquitetura de Suppose Design Office

    Ano: 2014

    Local: Hiroshima, Japão

    Fotografias de Toshiyuki Yano

  • Arquitetura do Novo Museu de História Natural de Lyon é Marcado por Formas Irregulares e Salientes

    Aberto ao público logo antes do Natal, a arquitetura do novo museu de história natural de Lyon, na França, é marcada por formas irregulares e elementos salientes. De autoria do estúdio de arquitetura austríaco Coop Himmelb(l)au, o projeto arquitetônico do Musée des Confluences foi feito para abrigar mais de 2,2 milhões de peças do acervo do museu, além de exposições e salas de aula.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    O projeto arquitetônico do museu está localizado em uma península feita pelo homem, na confluência dos rios Rhône e Saône, uma área que passou por um profundo desenvolvimento iniciado nos anos 90. O projeto arquitetônico foi uma resposta ao desejo de manter o fluxo de pedestres por toda a área – o projeto arquitetônico, de formato irregular e elementos salientes, fica elevado sobre uma praça pública. No interior, os arquitetos criaram uma estrutura curva que funciona como uma ponte interligando os espaços do museu.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    De acordo com os arquitetos austríacos, “mesmo que tenha ficado evidente que esta seria uma área difícil – pilhas de 536 metros de comprimento tiveram que ser seguramente fixadas no chão – ficou claro que esta localização seria de extrema importância para o design urbano”.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    Para os arquitetos “a construção deve funcionar como um sinal distintivo e como entrada para os visitantes que vêm do sul, assim como um ponto de partida para o desenvolvimento urbano”.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    O projeto arquitetônico conta com uma estrutura composta de três partes principais: The Crystal (O Cristal) – o nome vem da estrutura cristalina de vidro, foi projetada para abrigar os espaços de circulação, e é composta por uma rampa em espiral que dá acesso às várias salas de exposição; The Cloud (A Nuvem) – descrita pelos arquitetos como “uma imensa nave espacial, arrumada temporariamente no tempo e espaço presente”, contem as galerias de exposição em uma área revestida em aço; e The Plynth (O Plinto) – no projeto arquitetônico, essas duas seções ficam acima do plinto de concreto armado, que acomoda dois auditórios, um para 327 pessoas e outro para 122, ao lado de uma série de oficinas educativas e salas técnicas.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    Toda essa estrutura do projeto arquitetônico serve para dividir os espaços de exposição, o hall de entrada do público e os auditórios e salas de trabalho.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    Segundo os arquitetos, “para construir um museu de conhecimento, seria preciso desenvolver uma nova forma complexa como porta de entrada icônica. Uma construção que verdadeiramente se destaca só pode vir a existir através de formas resultantes de novas geometrias”.

    Arquitetura do novo museu de história natural de Lyon

    No projeto arquitetônico, a praça pública situa-se logo abaixo do hall de entrada elevado. Uma pequena piscina fica refletida na parte debaixo do prédio, que tem um revestimento refletor feito de placas de aço inoxidável jateadas com esferas de vidro.

    Projeto arquitetônico de Coop Himmelb(l)au
    Ano: 2014
    Local: Lyon, França
    Fotografias de Duccio Malagamba

  • Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Gosta de lindas paisagens? De estar no meio da natureza? E de uma certa dose de adrenalina? E quando tudo isso se junta? Pois é o que uma plataforma de observação sobre um lago de uma cratera vulcânica nos Andes Equatorianos oferece aos turistas que sobem até o mirante. O projeto arquitetônico, dos arquitetos Javier Mera, Jorge Andrade e Daniel Moreno, se estende no alto de um lago de 3 km de largura que fica dentro de um vulcão ativo.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    Os arquitetos fizeram o projeto arquitetônico do deck de observação na beirada do Quilotoa, uma cratera vulcânica cheia de água com uma caldeira de 3 km que foi formada após uma erupção, há 800 anos. Enriquecendo ainda mais a paisagem, a água do lago tem um tom vívido de turquesa, graças aos minerais vulcânicos presentes no lago. Quilotoa é um dos pontos turísticos mais importantes do Equador.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    O projeto arquitetônico da plataforma da cratera de Quilotoa se divide em duas áreas, uma sobre a outra, que proporcionam aos turistas pontos de vista diferentes para o lago. Revestida com madeira de teka climatizada e estrutura de aço sobre uma base de concreto, a plataforma foi construída entre gramíneas e arbustos.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    O projeto de arquitetura compreendeu um deck superior que se estende para fora, por cima do lago, dando ao visitante a posição de observador ativo; abaixo o projeto arquitetônico contempla um conjunto de degraus que podem ser usados como assentos, bem no estilo de arquibancada, que permitem uma observação mais prolongada e passiva da vista.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    Os arquitetos assim descrevem o projeto arquitetônico do mirante: “a experiência do usuário fica enriquecida através da criação de uma plataforma que se estende a partir da borda da cratera, sobre o penhasco, dando aos visitantes a oportunidade de ‘voar’ sobre a paisagem, produzindo algo parecido com a sensação de uma vertigem. Ao mesmo tempo, foi criado um espaço para uma visão passiva, onde o usuário é protegido dos elementos e é capaz de ter um momento de contemplação e introspecção”.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    Foi o Ministério de Turismo do Equador quem fomentou a criação do projeto arquitetônico. Eles queriam uma atração que pudesse dar apoio às visitas guiadas, aos restaurantes e às acomodações administrados pela comunidade indígena local, a Shalalá. Para os arquitetos envolvidos, “o ministério tinha como objetivo dar suporte aos empreendimentos da comunidade, ajudando seus membros a aumentarem suas rendas através do seu envolvimento na prestação de serviços turísticos”.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    O projeto arquitetônico da plataforma de observação pedia uma arquitetura que não entrasse em contradição com a paisagem, pelo contrário: “a beleza discreta mas magnífica da paisagem demanda uma resposta arquitetônica austera, em uma tentativa de fundir-se com a paisagem ao redor”, explicaram os arquitetos.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    A estrutura do projeto arquitetônico será mantida pela comunidade local, e foi projetada de forma que possa ser facilmente desmontada, se necessário.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    O projeto arquitetônico também incluiu um caminho de cascalho que conecta a plataforma com serviços turísticos dos arredores.

     

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

    Plataforma de Observação Sobre Lago de Cratera Vulcânica nos Andes Equatorianos

     

    Projeto de arquitetura de: Javier Mera, Jorge Andrade e Daniel Moreno
    Ano: 2012
    Local: Quilotoa, Ecuador
    Fotografias de Lorena Darquea

  • Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de Arquitetos

    O arquiteto israelense Moshe Safdie receberá a medalha de ouro do Instituto Americano de Arquitetos (American Institute of Architects – AIA) – a AIA Gold Medal. O arquiteto, que vive em Boston, é famoso principalmente pelo projeto arquitetônico do complexo hoteleiro Marina Bay Sands, em Singapura, local que sedia o Festival Mundial de Arquitetura (World Architecture Festival).

    Moshe Safdie também é conhecido pelo projeto arquitetônico Habitat 67, uma habitação modular experimental que foi apresentada em 1967, no World Expo, em Montreal, que tinha como objetivo mostrar uma visão sobre o futuro das cidades.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosMarina Bay Sands, projeto arquitetônico mais famoso de Moshe Safdie.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosMarina Bay Sands, projeto arquitetônico mais famoso de Moshe Safdie.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosMarina Bay Sands, projeto arquitetônico mais famoso de Moshe Safdie.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosHabitat 67, outro projeto arquitetônico famoso de Moshe Safdie.

    Atualmente, o escritório de arquitetura de Moshe Safdie está trabalhando no projeto arquitetônico de uma enorme estufa, que inclui uma queda d’água e um jardim, dentro do aeroporto Jewel Changi, de Singapura. Esse projeto arquitetônico busca reinventar o papel do aeroporto, ao criar um espaço público compartilhado sob um teto de vidro. Também está sob a responsabilidade do escritório do arquiteto israelense um projeto arquitetônico chamado Colombo, um arranha-céu em fase de construção, no Sri Lanka, que compreende duas torres, sendo uma apoiada na outra.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosProjeto arquitetônico de estufa em aeroporto de Singapura, do escritório de Moshe Safdie.

    Moshe Safdie Receberá a Medalha de Ouro do Instituto Americano de ArquitetosResidencial Colombo, projeto arquitetônico do escritório de Moshe Safdie em andamento.

    Na sua carta de nomeação, Mike Davis, presidente da Sociedade dos Arquitetos de Boston, escreveu: “Moshe Safdie continua a praticar a arquitetura no sentido mais puro e mais completo da palavra, sem se preocupar com modismos, com uma fome por seguir ideais e ideias de todo o mundo no seu ensino, na sua escrita, na sua prática e pesquisa.”.

    A AIA Gold Medal é a maior homenagem do Instituto Americano de Arquitetos e é concedida anualmente para um indivíduo cujo trabalho se espera ter uma influência duradoura na teoria e na prática da arquitetura. No ano passado, a arquiteta Julia Morgan se tornou a primeira mulher a receber a AIA Gold Medal, 56 anos após sua morte.

    O prêmio será entregue ao arquiteto israelense na Convenção Nacional da AIA 2015, em Atlanta. O nome de Moshe Safdie também será esculpido na parede de granito do lobby da sede da AIA, em Washington DC.

  • Construção Sustentável! Conheça projetos que conquistaram a certificação LEED

    O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um programa de certificação para construções sustentáveis, criado no ano 2000 pela organização não governamental norte-americana – U.S. Green Building Council.

    Para receber a certificação os projetos devem cumprir alguns pré-requisitos e com isso somar pontos, alcançando assim diferentes patamares de certificação.

    Recentemente no Canadá o Willingdon Business Park, Fases 8 e 9, alcançou oficialmente a certificação LEED Gold.

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalVista parcial das Fases 8 (primeiro plano) e 9 (segundo plano)

    Esta fase final do Willingdon Park, em Burnaby é o auge de 25 anos de projeto e desenvolvimento de um dos parques empresariais mais conceituados do Metro Vancouver (localizado na província de Colúmbia Britânica, centralizada na cidade de Vancouver).

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalVista frontal parcial dos Edifícios (Fase 8 e 9)

    Os edifícios gêmeos representam cerca de 190 mil metros quadrados de área de escritórios. As estruturas espelhadas são um marco em sua arquitetura. Além disso uma praça central com enormes arcos cobertos por painéis e torres de luz dão destaque ao projeto. Muitas iniciativas de design sustentável foram incorporadas aos edifícios para alcançar a certificação LEED Gold, incluindo:

    Transporte
    • Transporte privado do parque aos principais centros de transporte;
    • Bicicletário e vestiários;
    • Estacionamento preferencial para veículos com consumo eficiente de combustível e baixa emissão de poluentes.

    Energia
    • Toda a iluminação é concentrada no interior da propriedade para reduzir a poluição luminosa;
    • Iluminação através de LED levou à redução de mais de 20% no consumo de energia;
    • Fachada com vidros laminados de alto desempenho térmico;
    • Utilização de painéis solares para o fornecimento de água pré-aquecida;
    • Energia renovável certificada fornecerá 70% do uso de energia da construção para os próximos 2 anos.

    Água
    • Sistema de irrigação de alta eficiência;
    • Dupla descarga e de baixo fluxo banheiros e acessórios;
    • Redução do uso de água potável em 40%.

    Resíduos e Materiais
    • Atingiu mais de 80% de desvio de materiais de construção do aterro sanitário;
    • Mais de 10% dos materiais contêm conteúdo reciclado e obtido regionalmente;
    • Mais de 50% de toda a madeira é certificada pelo FSC;
    • Aço utilizado com 98% de materiais a partir de resíduos pós-industriais.

    Ambiente de trabalho
    • As tintas, revestimentos e selantes são de fórmula com baixa emissão de poluentes;
    • Mais de 75% dos espaços terão acesso à luz do dia;
    • Mais de 90% dos espaços terão uma vista para o exterior;
    • Limpeza e manutenção são feitas apenas com o uso de produtos biodegradáveis.

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalVista em perspectiva do edifício (fase 8)

    Com esta fase final de desenvolvimento concluída, Willingdon Business Park oferece agora uma área total de cerca de 1.000.000 metros quadrados, bem como muitas amenidades no local, para incentivar uma comunidade sustentável saudável. As comodidades incluem serviço de varejo, cafés, salas de reuniões e instalações para conferências, bem como vários centros de fitness com armários, chuveiros e armazenamento seguro de bicicletas.

    Outro projeto que obteve o certificado LEED Gold foi a Biblioteca Pública Tommy Douglas.

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalFachada Lateral da Biblioteca Pública Tommy Douglas

    A biblioteca de 17.500 metros quadrados incorpora as seguintes características sustentáveis:

    • Grandes janelas para maximizar a luz natural;
    • Sensores de luz e dimmers para economizar energia;
    • Sistema de ventilação que opera independentemente do sistema de aquecimento;
    • O sistema de abertura das janelas é de forma manual e automatizada, proporcionando ventilação natural;
    • Coleta de água de telhado para uso em irrigação paisagística;
    • Sistema de coleta da água da chuva que ajuda a resfriar o edifício.

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalPerspectiva da Biblioteca Pública Tommy Douglas

    O projeto da instalação enfatiza abertura e acessibilidade. A biblioteca tem sido descrita por visitantes como “leve e arejada” e “brilhante e acolhedora.” Ela está alcançando seu objetivo de fornecer à comunidade um local de encontro social que incentiva a leitura, pesquisa e interação.

    LEED, ou Liderança em Energia e Design AmbientalVista frontal da Biblioteca Pública Tommy Douglas

    O LEED está transformando a maneira de pensarmos como os edifícios e as comunidades devem ser projetados, construídos, mantidos e operados em todo o mundo.

    Fontes: www.ceiarchitecture.com / www.usgbc.org/leed

  • Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    O escritório de arquitetura britânico OS31 ganhou recentemente uma concorrência para criar o projeto arquitetônico de um restaurante pop-up em Winnipeg, no Canadá, como parte do festival de inverno que acontece anualmente na cidade. O mais surpreendente é que será um restaurante sobre um rio congelado! O RAW:almond será construído no ponto onde a foz do Rio Assiniboine encontra o Rio Red.

    O OS31 é um escritório especializado em arquitetura leve e flexível. Para o projeto arquitetônico do restaurante temporário, os arquitetos criaram uma estrutura em formato de “x”, com a finalidade de simbolizar o cruzamento entre os dois rios.

    Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    O próprio design do restaurante temporário dá pistas do contexto local, ao fazer referência a uma ponte da redondeza e suas formas repetitivas – por isso, andaimes de metal foram escolhidos para formar a arquitetura do restaurante. “O plano é composto de duas geometrias conflitantes”, comentou o fundador do escritório de arquitetura, Tony Broomhead, responsável pelo projeto do restaurante junto com os arquitetos Matt Pearson e Ross Jordan.

    Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    Para ele “o design cria um quadro expressivo que flutua sobre o gelo como um cais congelado, enquanto também proporciona uma experiência gastronômica que resulta da estrutura. O exterior e o interior são expressados como sendo formas diferentes, um fechado no interior do outro”. No projeto arquitetônico, os espaços dentro do restaurante contarão com paredes brancas facetadas, descritas pelos arquitetos como sendo “esculturais como montes de neve”.

    Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    A proposta dos arquitetos diferencia as formas do interior e do exterior por meio de uma estrutura de metal que abriga uma película interior. Isso cria uma experiência gastronômica claramente separada do exterior. A membrana interior também parece irradiar um brilho especial à noite ao mesmo tempo em que estabelece o restaurante como um marco dentro de uma paisagem contrariamente austera.

    Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    De acordo com o projeto arquitetônico, de um dos quatro braços do restaurante se estenderá externamente um terraço que servirá como entrada para um bar. Dois dos outros braços serão reservados para as áreas do restaurante, enquanto o quarto braço abrigará a cozinha. Como se vê, cada um dos espaços será visto como elementos geométricos separados dentro do plano.

    Um Restaurante Sobre um Rio Congelado

    Está será a terceira iteração do restaurante RAW:almond, que afirma ser o “primeiro restaurante sofisticado ao ar livre sobre água congelada”. Ele estará aberto ao público no dia 22 de janeiro de 2015.

    Projeto de arquitetura de OS31
    Local: Winnipeg, Manitoba, Canadá
    Ano: 2015
    Imagens de OS31

  • Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid para Centro de Estudos sobre Genocídio

    A renomada arquiteta Zaha Hadid revelou no início desse mês de outubro como será o design do seu novo projeto arquitetônico para uma instituição no Camboja, o Sleuk Rith Institute. O projeto arquitetônico de Zaha Hadid para esse centro de estudos sobre genocídio será composto de cinco torres interligadas que irão abrigar o maior arquivo de documentações sobre genocídio do sudeste asiático.

    Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid

    Embora os projetos da arquiteta sejam mais conhecidos pelo uso de materiais modernos, como concreto, fibra de vidro e resina, nesse projeto arquitetônico Zaha Hadid optou pela madeira para compor a estrutura da construção. O Sleuk Rith Institute surgiu da concepção do Youk Chhang, ativista que luta pelos direitos humanos, e ficará na capital do Camboja. O instituto servirá para guardar o arquivo do Centro de Documentação de Camboja, uma organização não governamental que tem o registro das atrocidades que aconteceram durante o período Khmer Rouge, na década de 70, mais conhecido como o Holocausto de Camboja. Chhang, que foi prisioneiro do regime quando tinha 15 anos, é o diretor executivo do instituto.

    Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid

    Zaha Hadid, cujo escritório de arquitetura é baseado em Londres, foi a escolhida de Chhang para realizar o projeto arquitetônico da nova instituição. Com essa parceria, ele espera que o design do projeto arquitetônico fuja da abordagen estereotipada que memoriais do tipo costumam ter. “Estávamos interessados em criar uma instituição voltada para o futuro, que se desviasse da invocação à angústia, quase industrial, e dura, da maioria dos modelos dos memoriais existentes”, comentou o ativista. E continuou: “Os melhores memoriais não são os que visitamos uma vez, contemplamos, e arquivamos. Os melhores memoriais evocam reflexão e solenidade, mas também são vivos, espaços públicos dinâmicos que se engajam com todas as gerações da comunidade”.

    Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid

    O projeto arquitetônico de Zaha Hadid será composto por cinco torres com três a oito andares. O Sleuk Rith Institute irá abrigar um museu, uma livraria e um arquivo, uma escola de pós-graduação com foco em genocídio, conflitos e estudos sobre direitos humanos, um centro de pesquisas, um centro de mídia e um auditório que poderá ser usado pela comunidade local.

    Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid

    Formas geométricas derivadas de marcos do Camboja estarão incorporadas no design do projeto de arquiteta, criando uma “composição espacial complexa” de sobreposição de espaços internos e externos em torno de um átrio principal. “Nossa esperança é que o Sleuk Rith Institute e seu Parque Memorial possam ter um efeito verdadeiro de transformação, trazendo uma nova vida e um futuro brilhante para um local que guarda traços de grandes tragédias do passado”, declarou a arquiteta.

    Localizada onde antes ficava a escola de ensino médio Boeung Trabek, que foi usada como campo de reeducação durante o regime Khmer Rouge, a construção será erguida sobre piscinas refletoras que irão protegê-la nas estações de cheias. O formato cônico da construção irá proporcionar sombra aos andares mais baixos, enquanto as persianas irão proteger os andares mais altos do sol. Essas persianas irão variar sutilmente para suprir as necessidades de cada torre.

    Projeto Arquitetônico de Zaha Hadid

    A construção deve começar em meados de 2015. O instituto será cercado por um parque de 68.000m² que contará com espaços desportivos, hortas e um parque de esculturas contemporâneas.

    Projeto de arquitetura de Zaha Hadid
    Local: Phnom Penh, Camboja

  • Torre Luxuosa em Manhattan

    O escritório de arquitetura suíço Herzog & de Meuron se juntou ao designer de interiores britânico John Pawson no projeto arquitetônico de uma torre luxuosa em Manhattan, no distrito de Bowery. A torre, residencial e hoteleira, é descrita por Ian Schrager, da construtora nova-iorquina Ian Schrager Company, como a “expressão máxima onde a Uptown encontra a Downtown”.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    No projeto arquitetônico, 11 apartamentos residenciais serão construídos acima dos 370 quartos do hotel, todos com planos abertos e grandes janelas que proporcionarão vistas panorâmicas da cidade. O design de interiores de cada apartamento residencial será projetado sob medida pelo designer John Pawson.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    De acordo com o arquiteto Jacques Herzog, “nossa ideia foi ‘empilhar’ duas tipologias bastante distintas, uma sobre a outra, por um lado expressando suas diferenças, enquanto por outro lado unificando-as em uma mesma estrutura. Também tínhamos como objetivo complementá-las com um mix diverso de funções, fazendo com que o prédio se tornasse uma cidade dentro da cidade”.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    No projeto arquitetônico, o esqueleto exposto da estrutura de concreto bruto e as janelas envidraçadas do chão ao teto oferecerão às pessoas uma vista ininterrupta da paisagem da cidade, sem quaisquer obstruções. É a “cidade dentro da cidade”.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    Com 28 andares em seu projeto arquitetônico, o esqueleto da construção define a arquitetura da torre. “Para introduzir uma noção de escala e fomentar ainda mais a expressão de cada andar individualmente, cada coluna será levemente inclinada”.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    O designer John Pawson assina o projeto de interiores das residências, a maioria das quais tomarão um andar inteiro. De acordo com o designer, as plantas abertas irão maximizar a noção de luz e espaço.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    Conforme ele mesmo disse “o design de interiores das residências será carregado pela atmosfera, onde as qualidades fundamentais de luz, superfície e proporções são tantas que a própria experiência espacial se transforma. O objetivo é expressar os detalhes da vida nos detalhes da arquitetura”.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    No projeto arquitetônico da torre algumas características se destacam, como a parede revestida com painel de nogueira e os pisos revestidos com carvalho, que deixam a atmosfera mais aconchegante, e banheiros com pedra e concreto.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    A iluminação será feita pelo designer Arnold Chan. No projeto de arquitetura, a torre também contará com um jardim privado, separado da rua por uma densa parede verde. O projeto arquitetônico, apelidado de “215 Chrystie”, tem previsão para ficar pronto em 2016.

    Torre Luxuosa em Manhatan

    Projeto de arquitetura de Herzog & de Meuron e John Pawson
    Local: Manhattan, Nova Iorque, EUA
    Ano: 2016
    Imagens de Ian Schrager Company

  • Shigueru Ban Vence Concorrência para Projetar o Tainan Museum of Fine Arts

    O ganhador do Prêmio Pritzker 2014, Shigueru Ban, será o arquiteto responsável pelo projeto e construção de um museu de belas artes e cultura em Taiwan. Shigueru Ban acabou de vencer a concorrência para projetar o Tainan Museum of Fine Arts (TMFA). Assim como os demais trabalhos do arquiteto japonês, o projeto arquitetônico do museu será pautado na sustentabilidade, com características como o aproveitamento da água da chuva e da ventilação natural. Quando a construção estiver concluída, o TMFS pretende ser a peça central entre as instituições culturais taiwanesas.

    Shigueru Ban Vence Concorrência para Projetar o Tainan Museum of Fine Arts

    No projeto de arquitetura de Shigueru Ban, o TMFS tem o formato de um pentágono – uma sutil representação da flor símbolo de Taiwan, a Phoenix Blossom. Abaixo da grande cobertura pentagonal, o museu abrigará uma série de volumes retangulares, que ficarão tanto internos quanto externos, sendo que muitos dos terraços serão camuflados com vegetação para funcionarem como uma extensão do parque adjacente.

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    Os terraços verdes também terão a função de proporcionar sombra, além de servirem de áreas comuns a serem usufruídas pelos visitantes. Esses espaços retangulares terão portas de vidro deslizantes que podem ficar abertas, expondo totalmente a galeria para o ambiente externo.

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    O projeto arquitetônico de 36 milhões de libras cobrirá uma área de 26,400m². A arquitetura compreenderá galerias de exposições, instalações para arquivos, áreas dedicadas à educação, compras e restaurantes, assim como um projeto de paisagismo que inclui um parque ao ar livre, uma fonte de água e um playground para as crianças.

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    Para filtrar a iluminação natural e criar um ambiente fresco, o projeto de arquitetura previu várias aberturas no telhado orientadas para leste, sul e oeste. A água da chuva será armazenada pelo telhado e reciclada para uso nas descargas dos banheiros e para irrigação das plantas, reforçando a marca da sustentabilidade dos projetos arquitetônicos do arquiteto japonês.

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    Após ser homenageado com o Prêmio Pritzker 2014, o arquiteto japonês declarou: “gosto de manter as coisas como estão, dedicando bastante tempo em cada projeto, desenhando eu mesmo e indo no local para ouvir as pessoas que moram lá”.

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    Para Shigueru Ban o que importa é a qualidade, e não a quantidade. Com relação ao TMFA, Shigueru Ban declarou em seu site que havia vencido a competição internacional organizada pelo governo local de Taiwan, que busca promover o desenvolvimento da indústria de belas artes e cultura da cidade.

    Shigueru Ban Vence Concorrência para Projetar o Tainan Museum of Fine Arts
    Projeto de arquitetura de Shigeru Ban Architects
    Local: Taiwan
    Imagens de Shigeru Ban Architects

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