Tag: Projeto Arquitetônico

  • Conheça três fantásticos projetos arquitetônicos sustentáveis!

    Conheça três fantásticos projetos arquitetônicos sustentáveis!

    Dessa vez o Instituto Bramante selecionou três fantásticos projetos arquitetônicos sustentáveis.

    Reciclar. Reutilizar. Renovar. Reaproveitar. Reinventar. Todos termos muito adotados ultimamente, quando o mundo vai enxergando – embora, aos poucos – a importância de se desenvolver estratégias sustentáveis. Pensando nisso, destacamos três projetos de arquitetura que levaram a sustentabilidade para outro nível. Conheça:

    • Legion House, Liberty Place

    Projeto de arquitetura de Francis-Jones Morehen Thorp (FJMT)

    Local: Sidney, Austrália

    Ano: 2013

    A Legion House foi construída originalmente em 1902 pelo YWCA e funcionou como um hostel para mulheres. A construção é considerada Patrimônico Histórico e é protegida por seu significado social. Como parte da sua reforma, a Legion House passou a ter mais dois andares (ficando com cinco andares no total) e, com uso de tecnologia de ponta, se tornou um dos melhores projetos arquitetônicos de sustentabilidade do mundo. A energia utilizada provem de um processo chamado gaseificação de biomassa, que produz gás combustível, usado para gerar energia. Essa é efetivamente uma fonte de energia sem emissão de carbono, já que os gases do efeito estufa liberados na produção de energia se igualam com o absorvido na criação de biomassa. Um sistema de feixes refrigerados fornece ar condicionado para todo o espaço. A ventilação proporcionada pelo sistema utiliza 100% de ar fresco do exterior. Em um ano normal de chuvas, a água utilizada em todo o prédio provem totalmente da água da chuva capturada no telhado. Isso é possível graças à utilização de tecnologia avançada de conservação de água, sanitários à vácuo e utilização de reciclagem de águas pluviais de alta qualidade.

    Levou os prêmios: 2014 World Architecture Festival Award2014 Sustainability Awards e 2014 Green Globe Awards.

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    Fotografias de John Gollings Photography

     

    • Hualien Residences

    Projeto de Arquitetura de BIG

    Local: Hualien, Taiwan

    Ano: em construção

    A área se destaca ao longo da costa e está próxima à intersecção de dois deltas. A cadeia de montanhas de Taiwan pode ser vista à oeste, enquanto o mar pode ser visto à leste – a cidade de Hualien está ao norte. A linguagem de faixas de paisagens verdes foram usadas para criar um terreno montanhoso para um programa residencial e comercial, fazendo referência às montanhas naturais. As faixas vão de leste à oeste, emoldurando as melhores perspectivas, enquanto também funcionam como um sistema de sombreamento para o clima tropical quente e úmido de Taiwan. O brilho e o sol mais fortes são facilmente bloqueados pelas faixas, permitindo que entre no interior das unidades apenas a iluminação norte-sul. Telhas verdes atenuam o aquecimento e, combinadas com as faixas, reduzem o consumo de energia. O projeto arquitetônico busca incentivar um estilo de vida saudável para o complexo de residentes idosos, e conta com trilhas para caminhada e pistas de jogging subterrâneas.

    O projeto arquitetônico ainda está em construção, mas chegou a ser nomeado ao 2014 MIPIM Awards e venceu o 2014 Architizer A+Awards.

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    • Arizona State University Student Health Services

    Projeto de arquitetura de Lake|Flato Architects

    Local: Tempe, Arizona, EUA

    Ano: 2012

    O Arizona State University (ASU) Health Services Building é um projeto de arquitetura de reutilização adaptativa que transformou a clínica existente, estéril e ineficiente, em uma estrutura organizada, eficiente e acolhedora. O projeto arquitetônico incluiu a demolição parcial de estruturas, a reforma de uma instalação original e a construção de uma nova ala que transformou a identidade do prédio. A arquitetura deu às novas instalações uma atmosfera de saúde e bem estar que potencializou o ambiente natural de Tempe, e contribuiu para um campus mais orientado aos pedestres. A energia elétrica do prédio tem uma performance 49% mais baixa que o ASHRAE 90.1-2007 (um padrão norte-americano que fornece requisitos mínimos para projetos de eficiência energética para construções), superando a meta atual. As instalações também alcançaram a certificação LEED Platinum e tem uma das melhores performances energéticas no campus.

    Foi escolhido um dos 2014 COTE Top Ten Green Projects, da AIA – The American Institute of Architects. Segundo o júri, “o projeto reutiliza um prédio existente como uma clínica de forma encantadora e profunda. Ele tem uma intrigante interação entre o espaço privado e o público, dentro e por fora. Tanto se encaixa com o campus existente como presta uma contribuição positiva para ele. Um dos projetos que tem uma interação maravilhosa entre a construção e a paisagem, com um uso generoso de plantas nativas”.

     

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    Fotografias de Bill Timmerman

     

  • Santiago Calatrava vence concurso internacional para projeto do pavilhão que representará a UAE na Dubai Expo 2020

    Selecionada a partir de onze propostas apresentadas por nove empresas aclamadas em todo o mundo, o arquiteto espanhol Santiago Calatrava venceu com o seu projeto o pavilhão que representará os Emirados Árabes Unidos na Expo 2020, em Dubai. Sob o tema de “mentes de ligação, criando o futuro”, o design é inspirado em um falcão e será situado de frente para a al wasl plaza, que é o coração da zona de exposições de 200 hectares.

    O edifício escultural é uma referência a um falcão em voo.

    Este será o segundo projeto na Expo de Calatrava, além da torre de observação no porto da enseada da cidade. A previsão é que o pavilhão meça até 15.000 metros quadrados e conte com inúmeras áreas de exposições, um auditório, lojas de alimentação e salas VIP. Além disso, ele vai utilizar e abraçar os princípios de construção sustentável.

    O concurso contou com nove dos mais renomados escritórios de arquitetura do mundo através da apresentação de onze propostas.

    “Estou profundamente honrado que nossa prática tenha sido escolhida para o projeto do pavilhão nacional para dubai Expo 2020, um projeto de importância nacional e global.” Comentou o arquiteto Santiago Calatrava .  ” Estou confiante de que o projeto final será um símbolo corajoso e de espírito desbravador dos Emirados Árabes Unidos, que se reflete no que está preparada para ser a exposição mais abrangente e global da história.”

    Espera-se que o pavilhão chegue a uma área de 15.000 m2

    O projeto tem como referência um falcão em voo e reflete o passado e o espírito futuro dos Emirados Árabes Unidos. 

     A UAE Pavilion, pavilhão dos Emirados Árabes Unidos, será localizada no coração do local em uma área de dois quilômetros quadrados, que teve seu materplan desenvolvido pela empresa de arquitetura HOK, cuja visitação estimada ultrapasse 25 milhões de pessoas.

    Cerca de 180 nações são esperadas para participar do evento. Calatrava se junta a uma série de arquitetos renomados que participarão da Expo 2020 com projetos. Foster + Partners, BIG e Grimshaw já estão na lista.

    Veja outros projetos de Santiago Calatrava publicados aqui. Ao abrir o link, role a barra até o final.

  • Estrutura de madeira e marcenaria expostas marcam a arquitetura de interiores dessa casa no Japão

    Uma estrutura de madeira e marcenaria construída à mão foram deixadas expostas por todo o interior dessa casa localizada em Osaka, uma das principais cidades do Japão. O trabalho foi feito pelos arquitetos da Hitotomori, escritório de arquitetura japonês.

    Estrutura de madeira e marcenaria construída à mão

    Hitotomori colaborou com o estúdio Hane-Kenchiku-Koubou no projeto arquitetônico da Fence House (nome dado ao projeto). A Fence House é uma casa com arquitetura em intersecção em T, construída para abrigar uma família de quatro pessoas, e ladeada por outras três propriedades. A casa é compacta: com menos de 80 metros quadrados, compreende dois pequenos andares – conta com um piso de plano aberto no térreo contendo todos os espaços de convívio comum, e um mezanino mais privativo no andar de cima. O exterior é revestido com metal durável. No interior, os arquitetos quiseram deixar a atmosfera mais acolhedora, por isso a escolha do uso de madeira inacabada e exposta. Segundo os arquitetos Tomoko e Yoshiaki Nagasaka, fundadores da Hitotomori, “a estrutura de madeira feita à mão e a carpintaria altamente detalhista dá a essa construção uma aparência de beleza pura”.

    Estrutura de madeira e marcenaria

    Arquitetura de interiores

    Para que os moradores tivessem ao menos uma pequena área ao ar livre para poder desfrutar do espaço externo, os arquitetos planejaram uma cerca da altura da parede, revestida com metal corrugado que funciona como uma fachada falsa. Atrás dela, a fachada real da casa se abre para um pequeno terraço. “A cerca é projetada como a fachada da casa”, disseram os arquitetos. Na cerca, um grande quadrado com vidro fosco filtra a luz da manhã. “A luz também passa entre o topo da cerca e os beirais da casa, e é difundida pelas folhas das árvores, criando um efeito que não se esperaria do ambiente melancólico ao redor”, complementaram os arquitetos.

    Estrutura de madeira construída à mão

    Estrutura de madeira construída manualmente

    Do lado de dentro, o térreo tem um layout em forma de L. Na parte da frente, uma mesa de jantar divide o espaço entre uma pequena cozinha e um banco que faz parte do lounge.

    Arquiteto faz estrutura de madeira construída no japão

    Arquitetura estrutura de madeira construída à mão

    Todos esses elementos da mobília foram feitos sob medida usando madeira compensada, com a adição de uma bancada de aço inoxidável na cozinha e um estofamento em couro no banco.

    Arquitetura para interiores  estrutura de madeira

    O mobiliário embutido continua até o final do espaço, onde, em um nível mais baixo, os arquitetos incluíram um espaço tradicional japonês coberto com tatame.

    Casa com Estrutura de Madeira

    Projeto de Arquitetura com Estrutura de Madeira foi Construído no Japão

    Atrás de uma estante de livros está a escada que leva ao pequeno andar superior, onde estão dois quartos. Há um terceiro quarto, porém escondido em um canto do piso inferior.

    Estrutura de madeira construção de escada

    No projeto arquitetônico foi inserido um telhado inclinado que dá espaço para um pé direito alto na frente da casa. Janelas internas nos quartos de cima possibilitam que se veja as áreas de convívio abaixo, mas elas podem ser fechadas com venezianas de madeira.

    Casa feita com estrutura de mandeira

    Casa feita com madeira

    Projeto arquitetônico feito com madeira

    Arquitetura de interiores feita com madeira

    Os arquitetos assim detalharam: “é a modulação de luz e sombra e o modo como o vento passa pela casa que dá à Fence House seu caráter individual e contribui para um ambiente rico”.

    Arquiteto faz projeto totatlmente em madeira

    Criação de projeto arquitetônico em madeira

    O escritório de arquitetura Hitotomori é um dos muitos estúdios que têm optado pelo uso de madeira compensada nos projetos de arquitetura de interiores, não apenas para criar uma estética mais aconchegante, como também para manter os custos baixos.

    Projeto de arquitetura de Hitotomori (Tomoko Yoshiaki Nagasaka), Hane-Kenchiku-Koubou (Masuo Shiojiri)

    Local: Osaka, Japão

    Fotografias de Youhei Sasakura

  • McDonald’s da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora na arquitetura de interiores

    Os restaurantes das grandes redes (na verdade, de qualquer porte) precisam seguir sempre um certo estilo e padrão. Por isso chama a atenção quando vemos redes muito famosas inovando na arquitetura vez ou outra – claro, sempre por alguma questão estratégica. E uma loja do McDonald’s da Champs-Elysées, em Paris, ganhou uma reforma bastante inovadora na arquitetura de interiores.

    McDonald's da Champs-Elysées reformado

    O designer francês Patrick Norguet combinou concreto bruto e metal laminado com caixas coloridas de luminárias dispostas no teto para criar uma arquitetura de interiores diferenciada para uma unidade do McDonald’s.

    Norguet – que foi o responsável por criar uma nova identidade na arquitetura dos restaurantes da rede por toda a França em 2011 – baseou a arquitetura de interiores da unidade da Champs-Elysées nas mudanças de atitudes no que se refere à fast food, sem deixar de considerar a localização sofisticada da loja.

    O designer comentou sobre o projeto de arquitetura de interiores: “Esse projeto surgiu do resultado de um novo estudo realizado por mais de dois anos sobre as principais mudanças do nosso tempo, a integração dos novos hábitos e as novas tecnologias”.

    “Existe uma abordagem radical e resolutamente moderna que oferece aos clientes da região de Champs-Elysées um local de alta qualidade e conveniência de uso, em dois andares do lado de dentro e no novo deck do lado de fora”.

    Projeto de arquitetura de interiores para o McDonald's

    A famosa Avenue des Champs-Elysées conecta pontos turísticos populares dos jardins de Tuileries e do Arco do Triunfo – estima-se que mais de 300 mil pessoas caminhem por ali todos os dias.

    A avenida possui alguns dos aluguéis mais altos da capital francesa, e uma dedicada associação de lojistas interessada em melhorias, projetos públicos, eventos e extensão no horário de funcionamento do comércio.

    Na arquitetura de interiores do McDonald’s, materiais simples como concreto, metal laminado e redes metálicas, contrastam com um teto montado com caixas iluminadas cobertas com vinis coloridos.

    McDonald's da Champs-Elysées

    McDonald’s da Champs-Elysées ganha reforma

    McDonald's da Champs-Elysées

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora na arquitetura de interiores

    McDonald's da Champs-Elysées

    Aliás, o concreto foi utilizado recentemente pelos arquitetos da Landini Associates, no projeto de arquitetura da reforma de outra unidade da rede, em Hong Kong, como alternativa aos restaurantes brilhantes e coloridos. O McDonald’s também está lançando uma nova embalagem simplificada esse ano, como uma tentativa de mudar sua imagem.

    Em Paris, um conjunto de mobiliário especialmente projetado para o restaurante compreende mesas altas de cavalete, bancos de madeira com assentos almofadados em cores claras, e cadeiras de cores claras também.

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora

    McDonald's da Champs-Elysées

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma na arquitetura de interiores

    Assim o designer explica sobre os móveis escolhidos nesse projeto de arquitetura de interiores: “a mobília, junto com a grande atenção aos detalhes, assegura uma coesão na arquitetura e acentua a sensação de abertura e leveza. É um lugar totalmente novo onde a pessoa pode tomar seu lugar de volta nesse espaço que é mais funcional e acolhedor”.

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora na arquitetura de interiores

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora

    McDonald's da Champs-Elysées

    McDonald's da Champs-Elysées ganha reforma bastante inovadora na arquitetura de interiores

    McDonald's da Champs-Elysées

    Patrick Norguet é um designer parisiense reconhecido internacionalmente, graduado na prestigiosa École Supérieure de Design. Seu trabalho percorre várias áreas, incluindo arquitetura e moda.

  • Um projeto arquitetônico pacientemente feito em mais de cinco décadas

    É difícil hoje em dia um projeto de arquitetura que vá levar décadas para ser concluído – levar alguns anos é normal, claro. Com a tecnologia cada vez mais fortemente influenciando o trabalho dos arquitetos, e em um mundo em que os arquitetos competem por construir arranha-céus em tempos recordes, ver um projeto arquitetônico pacientemente feito em mais de cinco décadas é raridade.

    Projeto de Arquitetura de Olson Kundig Architects

    Por isso, podemos apostar com segurança que o arquiteto Jim Olson, da Olson Kundig Architects, é sim um profissional com muita paciência. O premiado arquiteto levou o tempo que queria para a construção da sua própria casa no lago: simplesmente 55 anos. Ele começou o projeto arquitetônico construindo a cabine, localizada em Longbranch, em Washington, em 1959, quando tinha apenas 18 anos de idade. O que começou com um mero barraco de 14 metros quadrados, foi pacientemente e afetuosamente transformado ao longo dos anos em uma cabana à beira do lago.

    Como as reformas nunca demoliram os trabalhos anteriores, detalhes escondidos no meio da modesta cabine marcam cada etapa da renovação do projeto de arquitetura, relevando a história arquitetônica da casa. Texturas diversas e esquemas de cores compõem o impressionante espaço da sala de estar, que fica sob as vigas de madeira laminadas que marcam o telhado exposto. Colunas de aço fazem as divisões da sala, e janelas que vão do chão ao teto se destacam no ambiente, proporcionando vistas incríveis da área.

    Projeto arquitetônico feito em mais de cinco décadas

    Projeto de Arquitetura de Olson Kundig Architects

    O projeto arquitetônico da casa é de certa maneira uma conversa entre o arquiteto e a natureza e, cada uma das reformas em 1981, 1997, 2003 e 2014, foi feita sobre o que estava sendo dito na época.

    Um projeto arquitetônico pacientemente feito em mais de cinco décadas

    Além dos detalhes sofisticados criados no projeto arquitetônico, vários símbolos dentro da casa mostram esse amor do arquiteto pela natureza. O piso de madeira abeto se estende por toda a sala até o deck no exterior, integrando perfeitamente o lado de fora com o de dentro. O deck foi construído ao redor de três grandes árvores, que cresceram ali durante o longo período da construção da casa. O arquiteto queria ter certeza que elas pudessem continuar crescendo ininterruptamente, independente de novas interferências que viessem tomar a arquitetura da casa.

    Casa no lago do arquiteto Jim Olson

    Projeto de Arquitetura de Olson Kundig Architects

    Na sua essência, esse projeto arquitetônico mostra um jeito de pensar, aperfeiçoado ao longo da carreira desse bem-sucedido arquiteto.

    Um projeto arquitetônico feito em mais de cinco décadas

    Um projeto arquitetônico pacientemente feito em mais de cinco décadas

    Projeto de Arquitetura de Olson Kundig Architects

    Projeto de Arquitetura de Olson Kundig Architects

    Um projeto arquitetônico pacientemente feito em mais de cinco décadas

    Casa no lago do arquiteto Jim Olson

    Projeto de arquitetura de Olson Kundig Architects
    Ano: 2014
    Local: Longbranch, Washington, EUA
    Fotografias de Olson Kundig Architects

  • Uma fachada tridimensional

    O que você acha de morar em uma casa com uma fachada tridimensional? E vermelha? No mínimo, diferente, não?

    Fachada tridimensional

    Uma superfície facetada, vermelha e com padrões geométricos se destaca no exterior dessa casa localizada na cidade de Altamura, no sudoeste da Itália. A obra chamada Gentle Genius é do arquiteto Giacomo Garziano, que fez o projeto arquitetônico a pedido de seus pais, para reformar a residência em que moram há 40 anos.

    Fachada tridimensional

    Fachada tridimensional

    O projeto arquitetônico original da casa, da década de 1950, é do avô de Garziano, que também foi arquiteto. Nos anos 70 o espaço foi expandido e passou a abrigar também o escritório italiano de arte coletiva Elephants and Volcanoes.

    Ao arquiteto, cujo escritório GG-loop, fica em Amsterdã, os pais pediram uma nova fachada que unificasse as duas partes diversas da construção, e que também melhorasse a questão da eficiência energética do prédio.

    A estratégia do arquiteto foi criar uma superfície externa tridimensional que explorasse o contraste entre luz e sombra. Propositalmente ele escolheu a cor vermelha para ela se sobressair do céu e da paisagem ao redor.

    “O vermelho tem o maior comprimento de onda do espectro visível e pode ser associado com as ondas sonoras mais longas que, ao invés de tocar nossos ouvidos, são sentidas no torso”, o arquiteto explicou. E continuou: “ele toca os instintos do espectador. Não é linear, é uma percepção multifacetada que se estende pelas paredes, transformando a construção residencial em uma escultura”.

    Um sistema exterior de isolamento e acabamento foi usado para criar a superfície multifacetada, feita em grande parte por mosaicos de diamante. Esta camada extra de isolamento ajuda a construção a reter calor, reduzindo o consumo de energia.

    O revestimento exterior compreende uma mistura de gesso, tinta e resina, que dá à fachada acabamento vermelho brilhante.

    “Queríamos que o prédio vibrasse por todo o dia, mudando de vermelho a azul graças ao acabamento brilhante, e de vermelho a dourado graças às vibrações de ouro mais sutis do brilho”, complementou o arquiteto.

    Fachada tridimensional

    Fachada tridimensional

    O projeto arquitetônico da reforma incluiu, além da fachada, a renovação de uma pequena área que foi transformada em um quarto de hóspedes. No restante, muito do original da casa e do escritório foi mantido.

    Assim como a fachada criada no novo projeto arquitetônico, o espaço renovado é dominado por padrões geométricos. As paredes contam com um padrão de favo de mel, conhecido como Diagrama de Voronoi, que integra espaços de armazenamento e elemento de mobiliário. O arquiteto chama essa parte do projeto arquitetônico de The Infection.

    Como o arquiteto explicou, “tudo é integrado na estrutura orgânica de Voronoi. As células de madeiras fabricadas digitalmente contem cozinha, sistema de iluminação de LED, armários, estantes, sistema de áudio, despensa, e assim por diante”.

    Parede tridimensional

    Parede tridimensional

    Parede tridimensional

    Parede tridimensional

    Parede tridimensional

    Parede tridimensional

    A fachada Gentle Genius parece plana de alguns ângulos, representando os dias de calmaria e felicidade que a família vivenciou. Outros pontos de vista mostram uma fachada mais caótica, revelando a intensidade de alguns momentos dramáticos. O exterior serve como um escudo de proteção permitindo que uma ação generativa aconteça do lado de dentro, para purificar e curar o interior da casa, enquanto o exterior procura gerar vida, recriar um equilíbrio positivo em um espaço há muito abandonado.

    Fachada tridimensional

  • E o prêmio de melhor arquiteto do mundo em 2016 foi para…

    Você sabe quem levou o prêmio de melhor arquiteto do mundo em 2016?

    O Prêmio Pritzker é reconhecido internacionalmente como a honraria mais alta da arquitetura, digamos que ele seja o prêmio Nobel dos arquitetos. No Brasil, apenas dois arquitetos receberam essa honra: Oscar Niemeyer em 1988 e Paulo Mendes da Rocha em 2006. Na América Latina como um todo, além dos brasileiros, só mais um arquiteto venceu o prêmio: o mexicano Luis Barragán, em 1980.

    E agora mais um latino está fazendo parte dessa ilustre categoria: o arquiteto chileno Alejandro Aravena, de Santiago. Com 48 anos, ele se tornou o 41º vencedor do Prêmio Pritzker, e o primeiro do Chile a conquistar o título. O anúncio foi feito no dia 13 de janeiro por Tom Pritzker, presidente da Fundação Hyatt, que patrocina o prêmio. A cerimônia da entrega da premiação será na Sede das Nações Unidas em Nova Iorque, no dia 4 de abril.

    Prêmio Pritzker 2016Alejandro Aravena. Foto de Cristobal Palma

    Na citação do júri, “Alejandro Aravena tem feito projetos de excelência em arquitetura nas áreas privada, pública e educacional, tanto no seu país natal como no exterior… Ele tem se comprometido com projetos de diferentes escalas, desde casas para uma família apenas a grandes prédios institucionais… Ele entende de materiais e construção, mas também sabe da importância da poesia e do poder da arquitetura para a comunicação em muitos níveis”.

    Tom Prizter disse: “o júri escolheu um arquiteto que aprofunda nossa compreensão do que realmente é um grande design. Alejandro Aravena é pioneiro na prática colaborativa com poderosas obras na arquitetura e que também abordam os principais desafios do século 21. Seu trabalho proporciona oportunidade econômica aos menos privilegiados, mitiga os feitos dos desastres naturais, reduz o consumo de energia, e oferece espaços púbicos acolhedores. Inovador e inspirador, ele mostra como a arquitetura no seu melhor pode melhorar as vidas das pessoas”.

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaParque Bicentenário da Infância. Foto de Cristobal Palma

    O arquiteto chileno tem projetos notáveis na Universidade Católica do Chile em Santiago, incluindo o Centro de Inovação UC – Anacleto Angelini (2014), as Torres Siamesas (2005), a Escola de Medicina (2004), a Escola de Arquitetura (2004), e a Escola de Matemática (1999). Essas construções energicamente eficientes respondem ao clima local com fachadas e plantas inovadoras, e oferece aos usuários luminosidade natural e locais de convívio. Atualmente em construção em Shangai, na China, está um prédio para a empresa Novartis, com espaços projetados para acomodar diversos modos de trabalho – individual, coletivo, formal e informal. Nos EUA, o arquiteto construiu a residência estudantil da Universidade St. Edward, em 2008, em Austin, Texas.

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaCentro de Inovação UC – Anacleto Angelini. Foto de Nina Vidic

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaTorres Siamesas. Foto de Cristobal Palma

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaResidência estudantil da Universidade St. Edward. Foto de Cristobal Palma

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaEdifício da Novartis. Foto de ELEMENTAL

    Desde 2011, Alejandro é diretor executivo da empresa ELEMENTAL, de Santiago, que foca em projetos arquitetônicos de interesse público e impacto social, incluindo habitação, espaço público, infraestrutura, e transporte. Junto com outros três arquitetos, mais de 2.500 unidades habitacionais de baixo custo já foram construídas, dentre outros projetos reconhecidos internacionalmente. Na ELEMENTAL o processo de design é participativo – arquitetos trabalham próximos ao público e usuários finais.

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaPlano Constitución de Reconstrução Sustentável Pós-Tsunami 2010, ainda em andamento em Constitución, Chile. Imagem de ELEMENTAL

    Projeto do arquiteto Alejandro AravenaHabitação Villa Verde. Fotos de ELEMENTAL

    Ao ser nomeado vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2016, Alejandro disse: “Olhando para trás, nos sentimentos profundamente gratos. Nenhuma conquista é individual. A arquitetura é uma disciplina coletiva. Então pensamos, com gratidão, em todas as pessoas que contribuíram para dar forma para uma enorme diversidade de forças em jogo. Olhando para o futuro nós antecipamos a Liberdade! O prestígio, o alcance, a seriedade do prêmio é tanta que esperamos usar esse momento para explorar novos territórios, encarar novos desafios, e caminhar em novas áreas de atuação. Depois de tal pico, o caminho não está escrito. Nosso plano é não ter um plano, encarar o incerto, estar abertos ao inesperado. Por fim, olhando para o presente, estamos emocionados, estáticos, felizes. É hora de celebrar e compartilhar nossa alegria com tantas pessoas quanto for possível”.

    Aravena e ELEMENTAL são responsáveis pelos projetos arquitetônicos do Metropolitan Promenade (1997 – ainda em andamento) e Bicentennial Children’s Park (2012), ambos em Santiago. Depois do terremoto e tsunami de 2010 que atingiu o Chile, a ELEMENTAL foi chamada para trabalhar na reconstrução da cidade de Constitución. Muitos outros projetos arquitetônicos foram feitos também fora do Chile, como em países como México, Alemanha e Suíça.

    O arquiteto chileno também é Diretor da Bienal de Arquitetura de Veneza 2016, que tem o nome de Reporting from the Front, programada para inaugurar em maio.

  • Uma casa que se funde com paisagem da colina francesa

    O arquiteto Julien De Smedt da JDS Architects é o responsável pelo projeto arquitetônico Casa Jurauma casa que se funde com a paisagem da colina francesa.

    Casa que se funde com paisagem da colina francesa

    A residência foi concebida para uma família parisiense para servir como uma casa de retiro nas colinas Jura – daí o nome do projeto arquitetônico – na pequena vila francesa Bois D’amont, que faz fronteira com a Suíça. Com uma arquitetura ondular e uma cobertura verde escultural, a casa se mistura com o cenário montanhoso em que está localizada. Para minimizar seu impacto visual, o projeto arquitetônico, contemporâneo, foi feito quase todo abaixo da grama e na encosta, fazendo a casa parecer uma mera protuberância na paisagem.

    Casa na colina

    Casas escondida numa colina

    O projeto arquitetônico foi concluído com um orçamento modesto de 200,000 euros. Seus 134 metros quadrados estão construídos em uma encosta, ficando de costas para uma floresta e, a fachada de frente dá para um vale. Os arquitetos criaram três cortes no terreno existente: duas aberturas na paisagem abrem espaço para as fachadas envidraçadas de ambos os pisos, enquanto o topo do terreno foi nivelado para criar uma cobertura verde onde os moradores podem caminhar.

    A arquitetura compreende três níveis distintos: no piso mais baixo estão dois quartos e mais um cômodo com beliches para quatro pessoas; no piso acima fica uma sala com plano aberto, sala de jantar e cozinha que se abre para áreas externas e acessa a cobertura; e na cobertura um terraço externo verde dá vista para a paisagem ao redor. O espaço interno foi maximizado no projeto arquitetônico, com o andar quase que inteiramente contido dentro da topografia natural. Atrás da construção encontra-se um pátio privado, completamente escondido dos olhares dos vizinhos.

    Quarto projetado em casa na colina
    Arquitetura de casa de campo

    Sala integrada de uma casa na colina

    Casa de campo

    Os dois andares possuem uma arquitetura ondular, e uma inclinação que se estende até encontrar o chão. Toda a estrutura é coberta por um manto de grama.

    Casa integrada a paisagem francesa

    Segundo palavras do arquiteto, eles “queriam que a casa abraçasse a paisagem”. E complementou: “nós projetamos uma casa que, diferente das vizinhas, se envolveria com a paisagem e se tornaria paisagem”.

    “Nossa ideia foi extrair as qualidades da natureza que nos rodeia ao invés de projetar mais um volume robusto no meio dela”.

    Casa de campo europeia

    Casa camuflada na colina

    No interior do projeto arquitetônico, os quartos foram revestidos com tábuas de madeira descorada e paredes brancas que refletem a luz, e mobiliados com uma paleta de tons neutros, pontuada por cores brilhantes em poucos detalhes, como no papel de parede.

    Quarto decorado

    Planta da casa

    Planta de circulação da casa

     

    Teto verde da casa na colina

    Térreo da casaTérreo

    Planta do primeiro piso Primeiro piso

    Planta da cobertura Cobertura

    Diagrama das seções Diagrama das seções

     

    Projeto de arquitetura: JDS Architects.

    Local: Bois D’amont, França.

    Ano: 2014.

    Fotografias: Julien Lanoo.

  • Prédio mais alto do mundo deve ser construído no Iraque

    O escritório de arquitetura AMBS Architects é o responsável pelo prédio mais alto do mundo que deve ser construído no Iraque. O projeto arquitetônico do arranha-céu de 1.152 metros – chamado de Bride Tower – será realizado na província iraquiana de Basra, no sul do país, que está passando por um rápido desenvolvimento. A torre deve superar a altura da Kingdom Tower (que prometeu se tornar a mais alta do mundo) e do Burj Khalifa de Dubai.

    Prédio mais alto do mundo dve ser contruído no Iraque

     Composta por quatro torres idênticas, a Bride Tower terá 230 andares e contará com uma antena no topo, de 188 metros de altura.

    A Bride Tower terá 230 andares

    Essa estrutura fará esse projeto arquitetônico ser 152 metros mais alto que a altura projetada para o Kingdom Tower (atualmente em construção em Gidá, na Arábia Saudita) dos arquitetos da Adrian Smith + Gordon Gill Architecture. Atualmente o Burj Khalifa tem o título de prédio mais alto do mundo, com seus impressionantes 830 metros. O Burj Khalifa também teve assinatura dos arquitetos Smith e Gill, da época em que trabalhavam no escritório americano de arquitetura SOM.

    O escritório é do de arquitetura AMBS Architects

    No projeto arquitetônico, a Bride Tower será rodeada por um dossel de vidro na fachada sul, como se fosse um véu, projetado para proporcionar sombra ao complexo de prédios baixos e às áreas públicas.

    Arquitetura prédio mais alto do mundo

    As outras três torres do projeto arquitetônico deverão ter 724 metros, 484 metros e 61 metros respectivamente. O projeto arquitetônico “Bride Tower” ganhou esse nome em referência à área em que está localizado: Bride of the Gulf.

    O projeto Bride Tower ganhou esse nome em referência à área em que está localizado

    O escritório de arquitetura descreveu o arranha-céu como “a primeira cidade vertical do mundo”, explicando que ele será não somente a torre mais alta do mundo, mas também irá abrir caminhos inovadores em termos de engenharia e transporte vertical.

    A Bride abrigará escritórios, hotéis, áreas residenciais, centros comerciais, parques e jardins, e até mesmo sua própria rede ferroviária através dos 1.550.908 metros quadrados de espaço. Para os arquitetos, “em contraste com uma torre convencional, a Bride será um lugar para ser aproveitado por todos, não só os que vivem e trabalham ali, mas também o restante do público”.

    Quebrando a marca dos 600 metros de altura, a torre cairá na categoria de “super alta” – torres acima de 300 metros são conhecidas por esse termo.

    Segundo os arquitetos da AMBS, “torrer super altas são percebidas como um objeto na distância. Um alienígena plantado na cidade, desconectado da escala urbana no nível do solo. A Bride, por outro lado, será criada como uma cidade em si, tanto verticalmente como horizontalmente. Ela será aproveitada por milhares de pessoas de inúmeras maneiras, dentro dela, sobre ela ou abaixo dela. Da caminhada nos grandes parques e calçadões sombreados do térreo, ao almoço ou às compras em uma praça nas alturas a centenas de metros acima do nível do mar”.

    O projeto arquitetônico promete que toda a energia consumida pela torre será produzida na mesma quantidade. A data do início das construções ainda não foi definida.

    Diagrama das torres para o prédio mais alto do mundo

    Diagrama das torres 1 e 2.

    Diagrama das torres mais altas do mundo

     Diagrama das torres 3 e 4.

  • Arquitetura da Universidade de Luxemburgo: um ícone do futuro e um lembrete do passado

    A arquitetura do edifício Maison du Savoir, da Universidade de Luxemburgo, é tanto um ícone do futuro como um lembrete do passado. Criado pelo escritório global de arquitetura Baumschlager Eberle como o ponto principal do novo campus da universidade, e construído em cooperação com os arquitetos do escritório local Christian Bauer & Associés Architectes, o prédio impressiona: o projeto arquitetônico combina uma torre de 18 andares com um volume horizontal suspenso em ambos os lados. Os dois escritórios de arquitetura venceram uma concorrência internacional para realizar esse projeto arquitetônico. O que uma vez foi uma usina siderúrgica é agora a peça central da nova Cité des Sciences.

    Universidade de Luxemburgo
    A arquitetura busca construir uma ponte para o passado quando o aço era produzido naquela região. A torre de 18 andares corresponde às dimensões dos antigos fornos siderúrgicos. A sensação de flutuação se dá graças à construção de concreto protendido que se estende do segundo andar para cima.

    Prédio universitário em Luxemburgo

    O campus vem sendo expandido desde a fundação da universidade, em 2003. Esse projeto arquitetônico mais recente abriga a infraestrutura geral: salas de aula, de seminários e dos professores, bem como escritórios administrativos e refeitórios. O grande volume horizontal acomoda as principais áreas comuns de ensino. Ele conecta várias partes do campus, incluindo prédios de faculdades dispostos ao longo de um dos lados.

    Prédio com arquitetura futurística

    Elmar Hasler, líder do projeto arquitetônico, explicou: “no interior imaginamos um programa espacial que facilita uma variedade de usos diversos”. A estrutura multiuso possibilita configurações flexíveis.

    Os arquitetos projetaram uma rede de caminhos, pontes e espaços abertos que conectam salas de aulas e de professores. Foyers e áreas de descanso proporcionam espaços para encontros casuais. Uma seção aberta que corta o centro dos andares mais baixos da torre proporciona passagem de um lado a outro do prédio.

    O acesso aos andares superiores se dá pelas escadarias posicionadas perto da fachada, que trazem luz natural abundante para dentro do prédio. Nas duas extremidades do volume horizontal há um auditório de dois andares suspenso sobre lagos e jardins.

    Janela de vidro

     

    Fachada camada dupla

    Os arquitetos optaram por uma fachada de camada dupla – a camada interna é responsável pela barreira climática do edifício; enquanto a camada externa envelopa a construção com uma grade de aço, que permite que o nível de visibilidade e a quantidade de luz solar sejam controlados. O alinhamento da grade e das janelas é ajustado de forma a criar o efeito visual conhecido como moiré.

    A sombra projetada pela camada de aço dispensa o uso de ar condicionado. De acordo com os arquitetos, isso faz do Maison du Savoir o primeiro arranha-céu da Europa a usar apenas ventilação natural.

    “Além disso, esse tipo de malha cria um envelope homogêneo por todo o volume e gera uma abstração forte, enigmática e expressiva para o prédio inteiro”, disseram os arquitetos.

    Uma paleta simples de concreto cinza e revestimento preto no teto dominam a arquitetura definindo as áreas do foyer e de circulação. Painéis de madeira e assentos coloridos dão ao auditório uma atmosfera mais intimista.

    Área interna universidade de Luxemburgo

     

    Corredor prédio  Masion Du Savoir

     

    Refeitório da universidade de Luxemburgo

     

    Auditorio universidade Luxemburgo

     

    Sala de aula na universidade de Luxemburgo

     

    sala de aula acústica universidade de Luxemburgo

    Arquitetura da universidade de Luxemburgo sala de aula

     

    Segundo os arquitetos, “a seleção de materiais segue o desejo de se criar um mundo interior super autêntico e natural. Isso reflete o espírito de durabilidade, aceitação dos usuários e um design interior de longa duração, não focado em novas tendências”.

     

    Projeto de arquitetura de Baumschlager Eberle e Christian Bauer & Associés Architectes

    Local: Esch-sur-Alzette, Luxemburgo

    Ano: 2015

    Imagens de Eduard Hueber

     

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