Tag: Projeto Arquitetônico

  • Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

    Três escritórios de arquitetura e design italianos, Simmetrico Network, Arassociati Architecture e o estúdio de paisagismo AG&P divulgaram recentemente que o pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade e pela presença de venezianas de madeiras onduladas e globos de vidro, seguindo a temática do evento: “Feeding the Planet, Energy for Life” (na tradução, “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”).

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade
    Os arquitetos irão fazer uso de princípios responsáveis de arquitetura no projeto, que será construído com materiais naturais e recicláveis que contêm pouca energia incorporada, e usarão métodos de construção rápidos e sustentáveis.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

    A estrutura, de quatro andares, será construída basicamente com ferro e madeira, e será envelopada com vidro e aço, com as ripas de madeira proporcionando mais uma camada de proteção e decoração à arquitetura do pavilhão.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

    Essa persiana de madeira ondulada irá proteger o interior dos raios diretos do sol, e assim reduzir o uso do ar condicionado e consequentemente o consumo de energia, e ainda vai servir para manter a transparência e permitir com que a iluminação natural clareie os espaços internos.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

    Para enfatizar ainda mais a natureza orgânica do pavilhão, os arquitetos usaram um design curvo e ondular sempre que possível, da fachada aos móveis.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade
    O projeto arquitetônico do pavilhão do Azerbaijão chama atenção também pelas três esferas gigantes, duas de vidro e uma de tiras onduladas de mental, que intersectam os quatro andares.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

    Segundo os arquitetos envolvidos, “a biosfera foi escolhida como símbolo icônico do pavilhão, a melhor metáfora para representar o Azerbaijão como um país que protege o crescimento e o desenvolvimento qualitativo do meio ambiente e seus recursos naturais, humanos e culturais”.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

     Cada esfera irá acomodar instalações para recepcionar os visitantes e introduzi-los aos diversos aspectos da diversidade climática, geográfica e morfológica do Azerbaijão.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade
    Displays apresentando as tradições culinárias e a cultura heterogênea do Azerbaijão irão celebrar o interior, a tecnologia e a agricultura do país. E materiais típicos da arquitetura azerbaijana terão bastante destaque no projeto arquitetônico, com pedras usadas na pavimentação externa e madeira no piso interno.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade
    Os arquitetos criaram um sistema modular dentro do pavilhão que permitirá com que os espaços possam ser reconfigurados para acomodar seus diferentes usos.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade

     Haverá escadas rolantes e o quarto andar do pavilhão abrigará um terraço e um restaurante.

    Após a exposição, o pavilhão será desmontado e transferido para Baku, capital do Azerbaijão.

    Pavilhão do Azerbaijão na Expo Milão 2015 será marcado pela sustentabilidade
    Projeto de arquitetura de Simmetrico Network, Arassociati Architecture e AG&P
    Local: Expo Milão 2015

  • Arquiteto chileno Smiljan Radic inaugura Pavilhão Serpentine Gallery – Londres

    O arquiteto chileno Smiljan Radic acabou de inaugurar seu Pavilhão  Serpentine Gallery em Londres, no Kensington Gardens.

    Pavilhão Translúcido - Parte Externa
    Pavilhão Translúcido – Parte Externa

    O pavilhão translúcido que parece uma bolha tem, como o próprio arquiteto quis, as características de uma maquete gigante feita à mão, ou segundo as próprias palavras: “Ele (o pavilhão) impressiona muito porque é como se um gigante tivesse feito essa maquete para o parque – um gigante com sua próprias mãos modelando essa grande construção para o parque. Isso é maravilhoso para mim. É muito bonito.”.

    Pavilhão Translúcido - Parte Externa
    Pavilhão Translúcido – Parte Externa

    Elevada do solo sobre uma série de pedras, o arquiteto projetou a construção do pavilhão cilíndrico com uma fina camada de fibra de vidro, que lembra um papel machê. As imperfeições da fibra de vidro, que tem apenas 10mm de espessura, permitem com que os raios de sol penetrem no pavilhão. Assim, de fora o pavilhão é opaco, mas de dentro ele é translúcido.

    Pavilhão Translúcido - Parte Interna
    Pavilhão Translúcido – Parte Interna

    O centro da estrutura é oco – pense no formato de uma rosquinha –, com um espaço central aberto para o céu. Também há várias aberturas irregulares nas paredes do pavilhão, que formam uma espécie de sacadas, por onde se pode apreciar o jardim. Quem o vê de fora enxerga uma estrutura frágil, um arco suspenso do chão por pedras, como se elas sempre tivessem feito parte da paisagem, dando ao pavilhão simultaneamente um peso físico e uma estrutura externa caracterizada por leveza e fragilidade.

    Pavilhão Translúcido - Parte Externa
    Pavilhão Translúcido – Parte Externa

    O arquiteto chileno Smiljan Radic sempre pensou nesse projeto arquitetônico como um lugar simbólico:

    “Para mim esse pavilhão é um folly, e historicamente um folly é um lugar romântico, um espaço de extravagância. Assim esse pavilhão tinha que ao mesmo tempo ocupar e criar um espaço simbólico”.

    Pavilhão Translúcido - Parte Interna
    Pavilhão Translúcido – Parte Interna

    Para quem não sabe, follies eram construções do século 18, extravagantes e ornamentadas, que ficavam nos jardins de famílias ricas, e que eram projetadas para parecerem antigas, até mesmo em ruínas. A estrutura fina e translúcida do pavilhão do arquiteto chileno, contrastando com a robustez e aspereza das pedras, foi inspirada nos follies.

    Pavilhão Translúcido - Parte Externa
    Pavilhão Translúcido – Parte Externa

    Nesse projeto arquitetônico os visitantes podem escolher entre passear no interior da galeria ou andar por baixo dela, onde as grandes pedras suportam a estrutura e também oferecem espaços para as pessoas se sentarem.

    O Serpentine Gallery Pavillion do ano passado foi projetado pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto.
    Projeto de arquitetura de Smiljan Radic
    Ano: 2014
    Local: Londres, Inglaterra
    Fotografias de Jim Stephenson

  • Arquiteto nova-iorquino começa projeto arquitetônico para Expo Milão 2015

    Daniel Libeskind, arquiteto nova-iorquino, começou seu projeto arquitetônico para Expo Milão 2015.Seus planos preveem um pavilhão sinuoso para a gigante estatal Vanke, maior incorporadora de imóveis da China. Sendo a primeira participante estrangeira da Expo, a empresa Vanke pretende usar sua presença para reforçar os laços sino-italianos e também para enaltecer as histórias por trás da rápida urbanização da China.

    Pavilhão Shitang - Vanke | Projeto Arquitetônico para Expo Milão 2015
    Pavilhão Shitang – Vanke

    Sob a influência do tema do evento “Nutrir o Planeta, Energia para a Vida”, o pavilhão, vermelho, sinuoso, terá um design no estilo de um “shitang”, que em chinês significa “mesa”. “Queremos expressar nossa ideia de urbanização e comunidade através da experiência da comida. De fato, a comida é uma das formas mais efetivas de se compreender uma cultura: o ritual de comer e conversar é importante para toda comunidade porque ao comer junto é possível conhecer uns aos outros melhor”, disse o presidente da Vanke.

    Pavilhão Shitang Vista Noturna - Vanke | Projeto Arquitetônico para Expo Milão 2015
    Pavilhão Shitang Vista Noturna – Vanke

    Além do tema central sobre alimentação do planeta, o pavilhão Shitang da incorporadora também pretende explorar em sua arquitetura os problemas sociais pelos quais a China passa como consequência da urbanização acelerada, como o sentimento de solidão dos casais que estão envelhecendo sem seus filhos, e a alienação das crianças de regiões rurais deixadas para trás por seus pais que partiram em busca de trabalho nas cidades grandes.

    Pavilhão Shitang vista superior - Vanke | Projeto Arquitetônico para Expo Milão 2015
    Pavilhão Shitang vista superior – Vanke

    Haverá uma instalação interna chamada “virtual forest” (“floresta virtual”), com aproximadamente 300 telas multimídia que oferecerão um breve olhar sobre o papel da mesa de jantar nas comunidades chinesas, e esses sentimentos de solidão e alienação. Cada tela irá passar um filme de 8 a 10 minutos mostrando a vida ordinária de chineses espalhados pelo país e também explorarão o tema: “Construindo a Comunidade pela Alimentação”. O arquiteto desenvolverá a floresta virtual em conjunto com o designer Ralph Appelbaum, também de Nova Iorque, e o designer gráfico chinês Han Jiaying.

    Pavilhão Shitang - Vanke | Projeto Arquitetônico para Expo Milão 2015
    Pavilhão Shitang Vista Noturna – Vanke

    Antigos ensinamentos chineses, bem como a arte renascentista, influenciaram o projeto arquitetônico, cujo design sinuoso criará uma fluidez contínua entre o interior e o exterior do pavilhão. Inspirado no formato de uma pedra auspiciosa presente na pintura da paisagem chinesa, o pavilhão Shitang será revestido com telhas avermelhadas que parecerão escamas.

    Planta do Pavilhão Shitang - Vanke | Projeto Arquitetônico para Expo Milão 2015
    Planta do Pavilhão Shitang – Vanke

    A arquitetura também contará com uma escadaria externa dando a volta em toda a estrutura, levando ao terraço, que funcionará como um espaço de refeições. De acordo com o presidente da Vanke, o pavilhão Shitang tem como objetivo proporcionar uma fotografia do dia-a-dia da China e servirá como um lembrete da importância das conexões humanas, em contraposição aos bens materiais.

    O projeto arquitetônico do pavilhão Shitang já está em construção.

    Projeto de arquitetura de Daniel Libeskind
    Local: Expo Milão 2015

  • Ponte Sharq Crossing será uma verdadeira obra-prima em Doha

    Com um design icônico, a ponte Sharq Crossing se curvará sobre as águas de Doha, acrescentando ainda mais beleza à arquitetura da cidade. A nova ponte será uma verdadeira obra-prima no skyline de Doha, no Qatar, especialmente por estar na água, à beira-mar, afastada da paisagem urbana, e por isso sua arquitetura chamará ainda mais atenção de quem passa pela baía. O projeto é do famoso e premiado arquiteto Santiago Calatrava, de Zurique, na Suíça.

    Projeto Arquitetônico Ponte Sharq Crossing
    Projeto Arquitetônico da Ponte Sharq Crossing

     

    Projeto de Construção da Ponte Sharq Crossing

    A construção terá início em 2015, cinco anos após o arquiteto iniciar seus planos para o projeto da ponte. O design fluido será parte de uma série de conexões que cruzarão cerca de 10 quilômetros da Baía de Doha, compreendendo três pontes ligadas por túneis subterrâneos, que direcionarão o fluxo de veículos para além da baía. As pontes têm o objetivo de ajudar no tráfego pesado de Doha – elas serão capazes de desafogar o trânsito, ao desviar 2.000 veículos por hora em cada pista, efetivamente manobrando-os em uma rota direta de norte-sul.

    Nova ponte Doha
    O projeto arquitetônico multibilionário funcionará como uma nova artéria para as rodovias, aliviando o tráfego local, nessa cidade que tem visto crescer muito o número de habitantes e veículos. Além dessa questão, o Sharq Crossing também faz parte da preparação de Doha para sediar a Copa do Mundo em 2022, sendo mais um projeto arquitetônico grandioso e complexo que ficará pronto para os jogos.

    Nova ponte Doha

    A ponte irá conectar o distrito cultural de Doha (Katara Cultural Village), situado no norte da cidade, ao novo Aeroporto Internacional de Hamad e ao distrito central de negócios de West Bay, revigorando o comércio da redondeza. Somada às pontes e aos túneis, o projeto arquitetônico contará também com vibrantes áreas de recreação.

    Na ponte West Bay, uma passarela arborizada elevada levará a um parque mais ao alto, de onde se poderá ter belas vistas panorâmicas do porto. Esse parque, público, além de contar com instalações de lazer e hotelaria, acrescentará muita área verde à Doha.

    O arquiteto descreve bem seu projeto: “uma obra pública de arquitetura que humaniza a paisagem e serve à comunidade”.

    O projeto arquitetônico do Sharq Crossing está previsto para ficar pronto em 2021.

    Projeto de arquitetura de Santiago Calatrava
    Local: Doha, Qatar
    Imagens e vídeo de Santiago Calatrava

  • Fachada de Edifício que Controla o Clima do Interior do Prédio

    A função dos arquitetos, segundo a empresa coreana, será reformar o escritório central, desenvolvendo uma fachada que seja “guiada pelo meio, influenciada pela natureza e impulsionada pelo ambiente”, ou seja, uma fachada de edifício que controla o clima do interior do prédio. O escritório de arquitetura UNstudio foi o vencedor de uma concorrência para reformar o escritório central da empresa coreana Hanwha – uma das maiores empresas do mundo na produção de painéis fotovoltaicos (dispositivos que transformam energia solar em energia elétrica).

    Conheça o projeto da Fachada de edifício que controla o clima do interior do prédio:

    Fachada de edifício controlará clima do interior do prédio
    Fachada do edifício que controla clima no interior do prédio

    Seguindo esse briefing, o projeto apresentado pelos arquitetos substituirá a fachada atual por uma fachada que controlará o clima do interior do prédio durante o dia e se transformará em um show de luzes dinâmico à noite.

    Localizada em Cheonggyecheon, o prédio da empresa coreana não reflete mais a imagem de uma das líderes mundiais em soluções de tecnologia ambiental, daí a necessidade da reforma. A fachada responsiva, de vidro insulado e alumínio – ambos projetados para aumentarem o uso da luz natural e reduzirem o consumo de energia –, ficará no lugar dos atuais painéis opacos e vidros escuros.

    Fachada de edifício controlará clima do interior do prédio
    Fachada do edifício que controla o clima no interior do prédio

    Segundo o arquiteto Ben van Berkel, fundador da UNstudio, “através de estratégias de design 100% integradas, a fachada poderá fornecer uma cobertura responsiva e performativa que reage ao ambiente contextual e conceitualmente, enquanto simultaneamente determina as condições do interior”. A posição geográfica desses elementos será calculada em relação ao movimento do sol: na elevação nordeste, a fachada será mais transparente, permitindo uma grande entrada de luz natural durante o dia, enquanto que a fachada sudeste será mais opaca para reduzir o impacto do sol e as altas temperaturas no interior da torre.

    Fachada de Edifício Controla o Clima do Interior do Prédio
    Fachada do Edifício que Controla o Clima no Interior do Prédio

    Ao escurecer, centenas de LED de pixels individuais iluminarão a fachada e o movimento das luzes da animação será de acordo com a passagem de pedestres e veículos.A iluminação pixelada faz referência à natureza, ao processamento de dados e às formas de energia, e será implantada como parte da estratégia de marca Hanwha, de se mostrar como uma das líderes mundiais em soluções de tecnologia ambiental.

    Fachada de Edifício Controla o Clima do Interior do Prédio
    Fachada do Edifício que Controla o Clima no Interior do Prédio

    Ao projetarem uma fachada que impacta na temperatura interna da torre, além de deixar o ambiente mais confortável e assegurar altos níveis de sustentabilidade e acessibilidade, os arquitetos, com esse projeto de renovação arquitetônica, conseguirão oferecer um ambiente de trabalho mais confortável aos funcionários da Hanwha. Considerando que hoje o bem estar no trabalho melhora a concentração e a criatividade, a nova arquitetura da torre trará grandes benefícios em vários campos.

    Fachada de Edifício Controla o Clima do Interior do Prédio
    Fachada do Edifício que Controla o Clima no Interior do Prédio

     

    Projeto de arquitetura de UNstudio
    Local: Seul, Coréia do Sul

    Conheça outros Projetos de Arquitetura Sustentável.

  • Hospital imerso na floresta dinamarquesa

    O escritório suíço de arquitetura Herzog & de Meuron foi quem ganhou a competição para desenvolver o projeto arquitetônico do New North Zealand Hospital, um hospital imerso na floresta dinamarquesa. Visto de cima, o design da arquitetura da construção lembra uma cruz, ou um trevo de quatro folhas, como também tem sido comparado.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa – Vista Superior

    Localizado em Hillerød, ao norte de Copenhagen, o hospital será o primeiro projeto de arquitetura do Herzog & de Meuron na Escandinávia e será feito em parceria com um estúdio de arquitetura local, o VilhelmLauritzen Architects. O objetivo do projeto arquitetônico é aproximar os pacientes da natureza – além de estar localizado em uma floresta, o hospital também contará com um grande jardim na cobertura.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa

    Segundo os arquitetos, a nova estrutura demonstrará que arquitetura e funcionalidade podem muito bem ser combinadas dentro de um hospital: “a escolha do júri é um importante sinal para arquitetos e todo o setor da saúde: construções de hospitais baixas e planas podem ser melhores integradas na cidade ou no interior do que as altas estruturas que foram feitas nas últimas décadas”. Ao contrário dos tradicionais hospitais com vários andares, o prédio terá uma estrutura baixa, nunca ultrapassando a altura de quatro andares.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa

    Apesar debaixo, a arquitetura do hospital comportará 24 departamentos médicos e 660 leitos. Caminhos cruzando o pátio interno facilitarão movimentações mais rápidas entre os lados opostos do hospital. Para os arquitetos, “seu formato suave e fluido simultaneamente liga os vários componentes do hospital. É um prédio baixo que promove o intercâmbio entre funcionários e pacientes e, apesar de ter um tamanho muito grande, possui escala humana”.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa

    O design será o de um hospital centrado no paciente. Terá um layout arquitetônico esteticamente bonito e bem preparado para ajudar na cura dos pacientes da melhor forma possível. Para o diretor do hospital, Bente Ourø Rørth, “a maior característica do hospital é a fusão fundamental e muito bem sucedida da forma com a funcionalidade”.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa

    A construção do hospital deverá ser concluída em 2020 e há planos de expansão para 2050.

    Hospital imerso na floresta dinamarquesa
    Hospital imerso na floresta dinamarquesa

     

    Projeto de arquitetura de Herzog & de Meuron
    Local: Hillerød, Copenhagen

  • Arquiteto britânico vence competição da nova sede do Prêmio Nobel

    A decisão do júri foi unânime: o projeto do arquiteto britânico David Chipperfield venceu a competição para realizar o projeto da nova sede do prêmio Nobel, em Estocolmo, de onde se prevê que os prêmios Nobel serão entregues a partir de 2018. O projeto de arquitetura de Chipperfield concorreu na fase inicial com outros dez arquitetos de renome internacional.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para a nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

    Na segunda fase, a competição ficou entre três arquitetos: o sueco Johan Celsing, da Johan Celsing Arkitektkontor, outro sueco, Gert Wingårdh, da Wingårdhs Arkitektkontor e, claro, Chipperfield, com ChristophFelger. A Fundação Nobel assim justificou a escolha: “o júri acha a leveza e a transparência da construção muito atraentes e consistentes com a explícita ambição da Fundação Nobel em criar um centro aberto e acolhedor para o público em geral”. Também define a arquitetura com “uma aparência exterior elegante, atemporal e atrativa com uma clara identidade própria”.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para a nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

    projeto arquitetônico de Chipperfield é magnificente, mas sem pompa, poderoso porém gracioso, e encantou o jurado por representar de forma persuasiva as atividades relativas ao Prêmio Nobel. A arquitetura foi pensada com foco nos seguintes temas: volume da construção, ambiente urbano, jardim, piso térreo aberto, organização interna do auditório, forma e expressão. No interior, um grande piso transparente se abrirá aos visitantes criando um atrativo espaço urbano comunitário. No topo do prédio, um grande auditório, onde será realizado o Prêmio, contará com grandes janelas panorâmicas para maximizar a luz natural e ainda oferecer aos visitantes uma bela vista da cidade.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

    O exterior do prédio será uma mistura reluzente de bronze e painéis de vidro, que passam um ar de sofisticação, digno de um evento como o Prêmio Nobel. A fachada será revestida por vidro transparente opaco e pedras e, dependendo da luz natural e das atividades em curso, o exterior parecerá oscilar entre solidez e leveza, austeridade e ludicidade, clausura e abertura, refletindo assim os valores do Prêmio Nobel entre tradição e modernidade, história e futuro.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

    Para o arquiteto, “o novo Centro Nobel não é apenas o pontapé para consolidar o passado admirável em um único lugar, mas sim a construção de uma fundação a partir da qual se segue para uma nova era de abertura e divulgação. Uma era na qual as conquistas de Prêmio Nobel e seus ideais não apenas serão preservados e disponibilizados para historiadores, mas se tornarão uma fonte de inspiração ativa e viva para as gerações por vir, encorajando-as a não perderem a esperança e acreditarem que as realizações humanas podem contribuir para um mundo melhor”.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para a nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

    O prédio, com mais de 25.500 m², abrigará espaços para exposições e salas de conferências, biblioteca, restaurante, café e bar, uma loja e, claro, um grande auditório onde a cerimônia anual da entrega do Prêmio Nobel será realizada – no restante do ano, atividades culturais e educativas ocorrerão no espaço, inspiradas nos temas do prêmio: ciências, literatura e paz. O Centro Nobel ficará na península de Blasieholmen, às margens da orla central de Estocolmo e do lado de um jardim público, e pretende ser um espaço para promover os ideais de visão do futuro e inovação do Prêmio e uma grande atração turística para a cidade. A construção deverá começar no próximo ano.

    Projeto de arquiteto britânico vence competição para a nova sede do Prêmio Nobel
    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects

     

    Projeto de arquitetura de David ChipperfieldArchitects
    Local: Estocolmo, Suécia
    Ano: 2018
    Imagens de David ChipperfieldArchitects

  • Projeto arquitetônico em NY traz campus para dentro do prédio

    Recentemente a universidade ganhou um novo espaço de quase 35 mil m², chamado de The University Center, cujo inovador projeto arquitetônico traz o campus para dentro do prédio da escola. Devido ao espaço limitado, o novo centro, projetado pelo escritório de arquitetura Skidmore, Owings & Merrill, tem uma proposta múltipla, abrigando simultaneamente um espaço acadêmico e uma residência estudantil.

    Um campus para dentro do prédio

    New School University Center é uma universidade de Nova Iorque famosa por sua educação progressiva e por abordar questões atuais, da democracia e urbanização à tecnologia, sustentabilidade e globalização, nos campos da música, arte, moda e design.

    Projeto arquitetônico em NY traz campus para dentro do prédio
    Prédio do The University Center

     

    Já logo pela fachada percebe-se que o design é um dos destaques do novo centro universitário. Com o projeto arquitetônico do campus dentro do prédio, o University Center transformou o ambiente acadêmico tradicional. Ao invés de compartimentar o aprendizado, a moradia e a integração, essas funções foram configuradas verticalmente, criando pontos de encontro estratégicos e aumentando o compromisso da escola com um ensino multidisciplinar. Áreas compartilhadas foram espalhadas verticalmente pelo edifício.

     

    Os primeiros sete andares abrigam o espaço acadêmico com salas de aula e auditórios, enquanto os nove andares superiores abrigam a residência estudantil. Escadas conectam salas de aula, laboratórios, biblioteca, cafeteria e auditório com a residência estudantil, facilitando encontros casuais, vitais para cultivar a discussão e o debate na New School e promover a interação entre alunos e professores.

     

    Além disso, os espaços acadêmicos são flexíveis e altamente adaptáveis, podendo ser reconfigurados sem causarem impactos na eletricidade ou na iluminação. E por falar em iluminação, o projeto arquitetônico do prédio permite entrada de luz natural em abundância.

     

    Projeto arquitetônico em NY traz campus para dentro do prédio
    Interior do The University Center

    A fim de conseguir o “LEED Gold Certification”, o projeto de arquitetura do University Center foi desenhado para alcançar os padrões de tecnologia e práticas de construção verdes de Nova Iorque: luzes de LED supereficientes foram adotadas, assim como sensores de presença e materiais de fontes renováveis. Soluções high-tech aumentaram a eficiência energética do prédio, cujo envelopamento foi limitado a 35% de vidro, o que aumenta o aquecimento pelo sol enquanto otimiza o uso da luz natural.

     

    Um sistema de armazenamento de gelo usa eletricidade fora do horário de pico para congelar água em uma série de câmaras; o gelo derrete durante o dia, reduzindo o consumo nos horários de pico. É um verdadeiro modelo de eficiência energética, redução do carbono e sustentabilidade.

     

    Um telhado verde, criado em parceria com o Departamento de Proteção ao Meio Ambiente de Nova Iorque, diminui o efeito da ilha de calor e do escoamento da água pluvial, capturando água para o sistema de tratamento do edifício. Mictórios sem água contribuem para a conservação da água potável. O novo prédio serve como um elemento vivo para o currículo dos alunos, fornecendo treinamento local para a próxima geração de líderes verdes.

    Projeto arquitetônico em NY traz campus para dentro do prédio
    Escadas do The University Center

    A presença das escadas na arquitetura do prédio (mais um elevador) tem papel crítico no dia-a-dia do novo centro universitário. A escada de incêndio é usada para circulação rápida, enquanto a escada maior permite uma circulação mais tranquila por entre os andares. Essa escada maior é o elemento principal da arquitetura– um ponto focal tanto do lado de dentro como de fora.

     

    O design das escadas é organizado para incentivar as pessoas a caminharem, assim como servem também como locais de integração social. Espaços para guardar bicicletas e chuveiros incentivam que as pessoas usem a bicicleta, caminhem ou corram no trajeto da casa para a escola.

     

    O ex-prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, reconheceu o prédio como um modelo de sucesso na implementação das estratégias do “design ativo”, parte dos esforços da prefeitura em combater a obesidade e incentivar as iniciativas saudáveis.

     

    Projeto de arquitetura de Skidmore, Owings& Merrill

    Local: Nova Iorque, EUA

    Ano: 2014

    Fotografias deJames Ewing

  • Melhores projetos de arquitetura em madeira dos Estados Unidos

    Para celebrar os melhores projetos de arquitetura focados em madeira, a WoodWords – um grupo industrial de produtos em madeira – celebra anualmente no U.S Wood Design Awards os melhores projetos de arquitetura focados em madeira dos Estados Unidos. E os ganhadores da edição de 2014 acabam de ser divulgados.

    A madeira está presente nas construções desde os tempos mais primórdios da arquitetura e da engenharia. Concreto e metal também passaram a ter uma participação fundamental nos projetos arquitetônicos, mas a madeira nunca deixou de ter seu espaço.

    Confira os vencedores da premiação que homenageia os melhores projetos de arquitetura em madeira dos Estados Unidos

    Os projetos arquitetônicos vencedores usam a madeira como matéria-prima principal do projeto de arquitetura ou do projeto de design.

    Na edição de 2014 do U.S Wood Design Awards houveram 140 inscritos, dos quais saíram os 13 projetos vencedores – “projetos marcantes que trazem a versatilidade e a beleza natural da madeira na construção”.

     

    Conheça os vencedores da U.S Wood Design Awards 2014 em nível nacional:

    • Reed College Performing Arts Building

    Categoria: Beauty of  Wood(Beleza da Madeira)

    Projeto de arquitetura de Opsis Architecture

    Fotografia de Christian Columbres Photography e Opsis Architecture

    Reed College Performing Arts Building
    Reed College Performing Arts Building
    Reed College Performing Arts Building
    Reed College Performing Arts Building

     

    • Federal Center South

    Categoria: Commercial Wood Design (Madeira no Design Comercial)

    Projeto de arquitetura de ZGF Architects, LLP

    Fotografia de Benjamim Benschneider

    Federal Center South
    Federal Center South
    Federal Center South
    Federal Center South

     

    • Biomass Heating Plant, Hotchkiss School

    Categoria: Green Building (Construção Verde)

    Projeto de arquitetura de Centerbrook Architects and Planners

    Fotografia de David Sundberg/Esto

    Biomass Heating Plant, Hotchkiss School
    Biomass Heating Plant, Hotchkiss School
    Biomass Heating Plant, Hotchkiss School
    Biomass Heating Plant, Hotchkiss School

     

    • Promega Feynman Center, “The Crossroads”

    Categoria: Innovative Wood Engineering (Engenharia Inovadora com Madeira)

    Projeto de arquitetura de Uihlein-Wilson Architects, Inc

    Fotografia de Aitor Sanchez/EwingCole

    Promega Feynman Center, “The Crossroads”
    Promega Feynman Center, “The Crossroads”
    Promega Feynman Center, “The Crossroads”
    Promega Feynman Center, “The Crossroads”

     

    James and Anne Robinson Nature Center

    Categoria: Institutional Wood Design (Madeira no Design Institucional)

    Projeto de arquitetura de GWWO, Inc / Architects

    Fotografia de Robert Creamer Photography

    James and Anne Robinson Nature Center
    James and Anne Robinson Nature Center
    James and Anne Robinson Nature Center
    James and Anne Robinson Nature Center

     

    Habiframe Inc, Tornado Storm Shelter

    Categoria: Juror’s Choice for Wood Design (Design Madeira – Escolha do Jurado)

    Projeto de arquitetura de HabiframeInc

    Fotografia de Steve Bryan, Habiframe, Inc. / Mark Richardson, Simpson Strong-Tie

    Habiframe Inc, Tornado Storm Shelter
    Habiframe Inc, Tornado Storm Shelter
    Habiframe Inc, Tornado Storm Shelter
    Habiframe Inc, Tornado Storm Shelter

     

    Bullitt Center

    Categoria: Multi-story Wood Design (Design Madeira – Vários Andares)

    Projeto de arquitetura de The Miller Hull Partnership

    Fotografia de NicLehoux Architectural Photography

    Bullitt Center
    Bullitt Center
    Bullitt Center
    Bullitt Center

     

    Muckleshoot Smokehouse

    Categoria: Traditional Use of Wood Design (Uso Tradicional da Madeira no Design)

    Projeto de arquitetura de Mahlum Architects Inc

    Fotografia de Benjamin Benschneider

    Muckleshoot Smokehouse
    Muckleshoot Smokehouse
    Muckleshoot Smokehouse
    Muckleshoot Smokehouse

     

    Cascades Academy of Central Oregon

    Categoria: Wood School Design (Escola com Design de Madeira)

    Projeto de arquitetura de HenneberyEddyArchitectsInc

    Fotografia de Josh Partee

    Cascades Academy of Central Oregon
    Cascades Academy of Central Oregon
    Cascades Academy of Central Oregon
    Cascades Academy of Central Oregon

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  • Lighting Design Awards 2014 / Maurice Brill Lighting Design vence na categoria International Projects – Interiors

    O concurso de iluminação Lighting Design Awards 2014 aconteceu no dia 20 de março, em Londres, e premiou na categoria International Projects – Interiors, o renomado Maurice Brill Lighting Design (MBLD) pelo projeto luminotécnico do Centro Cultural Heydar Aliyev (Baku, Azerbeijão), do escritório de arquitetura Zaha Hadid Architects (ZHA). Um projeto que envolve dois dos melhores nomes em seus segmentos – arquitetura e  iluminação- só poderia resultar em boas premiações.

    Lighting Design Awards 2014
    Visão espetacular do auditório – Fotografia de Helena Binet

    O complexo de oito andares do Centro Cultural Heydar Aliyev possui mais de 100 mil m² e compreende um museu, uma biblioteca nacional, um auditório e centro de conferências com capacidade para 1.200 assentos, um centro de imprensa e uma sala de reuniões. Contrastando com a arquitetura local – rígida e monumental, fortemente influenciada pela antiga União Soviética – o centro cultural tem os traços característicos da arquiteta Zaha Hadid: uma fachada sinuosa, que se conecta a uma praça, destaca a relação contínua e fluida entre o exterior do prédio e o seu interior.

    Conheça o projeto luminotécnico do Centro Cultural  Heydar Aliyev que ganhou o Lighting Design Awards 2014

    A iluminação do Centro Cultural Heydar Aliyev foi criteriosamente pensada para enfatizar o projeto arquitetônico. A iluminação tem um papel fundamental para diferenciar a leitura do prédio de dia e de noite. De dia, o volume da construção reflete luz, alterando a aparência do centro com o passar das horas e dependendo da perspectiva. O uso de painéis de vidro semirreflexivos permite vislumbrar o interior sem revelá-lo, aumentando a curiosidade de quem passa. À noite, a iluminação do interior escapa para o exterior, revelando o conteúdo interno, mantendo assim a fluidez entre o lado de fora e o lado de dentro.

    Centro Cultural Heydar Aliev
    Centro Cultural Heydar Aliev – Fotografia de Iwan Baan

    Segundo Rob Honeywill, da MBLD, foi necessário fundir a iluminação interna com a arquitetura do prédio: “Estávamos determinados a encontrar uma solução que enriquecesse a fluidez natural da superfície que abraça o prédio – ideias convencionais de iluminação estavam aquém de criar um espaço que complementasse a arquitetura”.

    Devido à estrutura do centro, todos os estudos de iluminação foram feitos em modelos 3D para que tanto a MBLD como a ZHA tivessem certeza de que todas as opções fossem exploradas. Foi através desses estudos que eles chegaram à conclusão de que usar a superfície do teto como um refletor secundário não apenas moldaria o teto, como também serviria para alcançar a iluminação necessária.

    Interior do Centro Cultura Heydar Aliev
    Centro Cultural Heydar Aliyev – A iluminação foi integrada sem comprometer a estrutura escultural da arquitetura. Fotografia de MBLD

    A solução foi então a criação de prateleiras de iluminação que pudessem ser montadas discretamente ao longo da fachada de vidro – cada uma contendo duas fileiras de lâmpadas refletoras assimétricas T5, assim como uma fileira interna de lâmpadas T5 para iluminar a prateleira. Cada fileira teria um circuito de 0-10V.

    Auditório do Centro Cultural Heydar Alievy - Vista Frontal
    Auditório do Centro Cultural Heydar Alievy – Vista Frontal

    Para a iluminação do ambiente, fendas ocultas foram ajustadas à superfície do teto, de forma que expressassem a arquitetura da construção e ainda permitissem que a iluminação fosse integrada à estrutura curvilínea.

    Auditório do Centro Cultural
    No auditório do Centro Cultural, o detalhe em madeira abriga discretamente módulos de LED. Fotografia de Helena Binet

     Com tantos detalhes tanto na parte arquitetônica quanto luminotécnica, não é a toa que o projeto levou mais de cinco anos para ser concretizado. O resultado foi a integração perfeita entre iluminação e arquitetura.

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