Tag: Projeto Arquitetônico

  • Arquitetos chineses usam tubos de ventilação para criar fachada tipográfica

    Durante o Beijing Design Week 2015, arquitetos chineses usaram tubos de ventilação para criar uma fachada tipográfica para um centro de visitantes e espaço de exposição. O projeto arquitetônico pretendeu mostrar, através de eventos e exposições, estratégias de regeneração para o distrito Baitasi, uma área de preservação cultural e histórica e um beco dentro da capital chinesa, Beijing. Por isso o projeto ganhou o apelido de “Tubular Baitasi”.

     

    O escritório de arquitetura responsável pelo projeto arquitetônico foi o People’s Architecture Office, de Beijing. Os arquitetos usaram tubos de metal normalmente empregados em sistemas de aquecimento, ar condicionado ou ventilação para criar a fachada com caracteres gigantes chineses.

     

    Segundo os arquitetos chineses, “o prédio de vários andares usa dutos de metal HVAC por toda parte como um tipo de arquitetura vernacular. O design da fachada pretende envolver o público de várias maneiras”.

     

    Primeiro, os dutos formam a palavra chinesa 白塔寺, que significa White Pagoda Temple, garantindo que o bairro seja visível à distância – o nome na fachada faz referência a um templo de 700 anos existente na redondeza, que os transeuntes podem ver se espiarem por dentro das seções de tubulação que foram propositalmente deixadas abertas pelos arquitetos.

     

    Segundo, os arquitetos instalaram periscópios integrados dentro dos tubos de metal, permitindo que os transeuntes possam ter vistas da paisagem urbana da redondeza. Esses pontos de visualização incluem o templo White Pagoda (mencionado acima) e o People’s Commune Building – um complexo habitacional experimental da década de 50. O público também pode usar os periscópios para observar o segundo andar do edifício, que abriga o espaço de aulas da Architectural Association, além de um workshop de impressão em 3D.

     

    No térreo, os arquitetos deixaram partes da tubulação de metal em formato de “U” se estenderem através do edifício, oferecendo assentos para os pedestres descansarem.

     

    A tubulação continua para dentro do prédio, proporcionando espaços de exibição, mesas e plataformas para serem usadas em exposições. Os tubos também formam mobília para os visitantes, com as tubulações se ramificando das mesas centrais para formar assentos.

    Entrada do centro de visitantes

     

    Espaço de exposição no andar superior

     

     

     

    O Beijing Design Week aconteceu de 24 de setembro a 01 de outubro.

    Diagrama da fachada, com os periscópios e mobília

     

    Espaço de exposição no segundo andar

     

    Vista do mobiliário

     

    Imagens de People’s Architecture Office e Liqun Zhao

     

  • Museu dedicado às crianças tem arquitetura peculiar

    Sófia, capital da Bulgária, recentemente inaugurou um museu dedicado às crianças com uma arquitetura curiosa. O centro de ciências Muzeiko foi anunciado como o primeiro museu do tipo no país construído na Europa Oriental pós-soviética.

     

    O conceito do projeto arquitetônico do museu girou em torno da ideia de uma jornada no tempo e no espaço. São 3.250 metros quadrados de espaço, espalhados em três andares, que os visitantes podem percorrer e explorar. No andar mais baixo, as crianças podem explorar “O Passado”, através de exposições com temas que abordam a arqueologia, geologia e paleontologia. No térreo está “O Presente”, representado para os pequenos visitantes por exposições sobre o meio ambiente e as cidades contemporâneas. “O Futuro” ficou abrigado no terceiro e último andar, com espaço dedicado às exposições interativas que exploram tecnologias de ponta e viagens espaciais.

     

     

    O projeto arquitetônico do museu, que faz alusão à topografia montanhosa da Romênia, ganhou o nome de “Little Mountains” – “pequenas montanhas”, na tradução para o português. Três formas esculturais – ou montanhas – se sobrepõem ao volume de vidro da estrutura retilínea, cada uma com seu esquema de cores e texturas particular fazendo referência às tradições artesanais indígenas do país. Uma das formas montanhosas (a verde), por exemplo, conta com padrões abstratos inspirados por materiais têxteis e bordados; a porção vermelha é inspirada nas cerâmicas esmaltadas; e a terceira, marrom, faz referência às tradicionais esculturas de madeira. Essa parte ‘montanhosa’ da arquitetura do museu foi feita em tons opacos.

     

     

    A fim de deixar transparecer o interior e criar a sensação de um espaço aberto e transparente sobre as atividades que se passam dentro do museu, o projeto de arquitetura do “Little Mountains” utilizou vidro no revestimento de grande parte da estrutura. Essa arquitetura foi pensada exatamente para contrastar com a arquitetura da maioria dos museus do país, imponentes e monumentais.

     

    A interatividade também foi pensada na arquitetura da construção – o museu das crianças conta com um playground de ciências no térreo, com uma turbina de vento e uma lagoa; um telhado verde e uma parede de escalada na cobertura; um espaço para atividades ao ar livre; e um anfiteatro.

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    O projeto de arquitetura é assinado pela firma nova-iorquina LHSA+DP. Ele foi encomendado pela Fundação America for Bulgaria, uma instituição de caridade criada para reforçar os laços entre os Estados Unidos e Bulgária.

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    Vista geral do projeto arquitetônico

     planta-museu

    Piso subsolo

     

    Piso térreo

     

    Primeiro andar

    Projeto de arquitetura de LHSA+DP

    Local: Sófia, Bulgária

    Ano: 2015

    Imagens de Roland Halbe

     

     

     

  • Apple divulga imagens do novo campus em Sunnyvale

    A Apple não para: enquanto o famoso Apple Campus 2 ainda está em construção, a Apple divulga imagens do novo campus em Sunnyvale.

    Apple Campus 2

    Ao que tudo indica, a empresa de tecnologia já assinou contrato para esse segundo campus no Vale do Silício. Com uma arquitetura tão extravagante, futurística e gigante quanto o Campus 2, o Campus Central & Wolfe de Sunnyvale também trará na sua arquitetura o formato de espaçonave. Serão 18 acres, sendo mais de 71 mil metros quadrados com potencial para abrigar os escritórios. Embora esse novo campus não possa se comparar em tamanho com a dimensão do Campus 2 de Cupertino, o campus Central & Wolfe, distante apenas seis quilômetros do primeiro, certamente terá também uma presença forte na região.

    Novo campus da Apple

    Um volume branco curvilíneo revestido com vidro é a marca do projeto arquitetônico do novo campus de Sunnyvale – serão três asas com seis andares cada, centralizadas no interior de um grande pátio. No novo campus haverá espaço para quatro mil empregados. O projeto arquitetônico substituirá um parque empresarial de nove prédios construídos entre as décadas de 60 e 70.

    Novo campus da Apple em SunnyvaleImagens do Sunnyvale hoje, à esquerda, e da proposta para o campus da Apple, à direita.

    O projeto arquitetônico do Campus Central & Wolfe ganhou um hotsite: notanotherbox.com. Nele, a arquitetura do projeto é descrita como uma “mistura de arte, ciência e natureza”. De fato, o novo campus será um oásis de área verde. Uma cobertura verde cobre todo o prédio, proporcionando mais de oito mil metros quadrados de espaço verde acessível, irrigado por água de reuso. Além do grande pátio central, outras três áreas verdes fazem parte da estrutura interna do campus, dando aos colaboradores mais natureza e luz natural. Ainda, o projeto arquitetônico propõe que todos os empregados estejam a menos de 14 metros de uma janela.

    No telhado, painéis solares servirão como fonte alternativa de energia. A maior parte do estacionamento será subterrânea, enquanto pistas para ciclistas e pedestres terão prioridade. Como se vê, a arquitetura será toda feita para ir de acordo com os padrões de sustentabilidade do LEED.

    Novo campus da Apple é sustentávelCampus da Apple em SunnyvaleÁrea externa do novo campus da AppleProjeto arquitetônico sustentável para o novo campus da Apple
    O hotsite “not another box” ainda descreve o projeto arquitetônico do Campus Central & Wolfe como “um local de trabalho para encorajar a capacidade de invenção (…). Onde criatividade, grandes ideias e importantes descobertas possam florescer”.

    Campus da Apple

    Apesar do acordo não ter sido confirmado, o Silicon Valley Business Journal divulgou que a transação já está concluída. É provável que a Apple tenha arrendado, não comprado, a propriedade, e ainda não se sabe quando a construção começará. O projeto arquitetônico é assinado pela HOK Architects.

    Mapa do novo campus da Apple
    Imagens: notanotherbox.com

  • O prédio de madeira mais alto da Finlândia vence o Finlandia Prize for Architecture 2015

    O prédio de madeira mais alto da Finlândia venceu o Finlandia Prize for Architecture 2015, premiação criada em 2011 pela Associação dos Arquitetos Finlandeses para valorizar a arquitetura de alta qualidade e reconhecer o melhor novo projeto arquitetônico da Finlândia, ou feito por um arquiteto finlandês, nos últimos três anos.

    Finlandia-Prize-for-Architecture-2015

    O escritório de arquitetura responsável pelo projeto vencedor foi o OOPEAA. A construção, chamada “Puukuokka”, é um dos primeiros exemplos do mundo de prédios feito com madeira laminada pré-fabricada. O projeto arquitetônico Puukuokka se tornou o segundo vencedor do Finlandia Prize for Architecture.

    Projetos-arquitetonicos projeto-arquitetonico-Puukuokka

    Concluído no começo desse ano em um subúrbio de Kuokkala, o projeto arquitetônico de apartamentos residenciais conta com oito andares e foi construído com módulos pré-fabricados de madeira laminada (CLT) que, como descreveu o fundador do escritório de arquitetura, Anssi Lassila, foram montados como peças de Lego.

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    arquiteto-finlandês

    Esses módulos leves formam a estrutura principal da construção. Comparado com construções tradicionais em concreto, os módulos de madeira podem ser instalados muito mais rapidamente – na metade do tempo –, com chances muito menores de atraso por condições climáticas.

    A compositora Kaija Saariaho foi quem selecionou o projeto arquitetônico, e assim justificou a escolha:

    “Escolhi Puukuokka como o vencedor porque ele demonstra os valores que eu aprecio tanto na vida como na arquitetura: é um trabalho corajoso e ambicioso que traz consigo uma nova exploração de possibilidades para edificação e construção, uma sensibilidade humana, e uma busca por soluções ecológicas, bem como uma procura por melhor qualidade de vida”.

    O escritório de arquitetura OOPEAA venceu quatro projetos arquitetônicos finalistas: Kangasala Arts Centre da Heikkinen-Komonen Architects; OP Financial Group Headquarters da JKMM Architects; Merenkulkijanranta residential block da NRT Architects; e Opinmäki School da Arkkitehtitoimisto Esa Ruskeepää Oy. Conhecido anteriormente como Lassila Hirvilammi Architects, o escritório de arquitetura OOPEAA está em Seinäjoki e Helsinki.

    Apesar de ter achado a arquitetura dos cinco finalistas bonita e interessante, Saariaho baseou sua escolha em um julgamento mais abrangente das qualidades dos projetos arquitetônicos: “eu escolhi um prédio que intuitivamente me agrada e reflete os valores que eu aprecio na vida e os objetivos que eu coloquei para mim mesma no meu trabalho. A oportunidade de visitar a casa de um morador e ouvi-lo compartilhar seus pensamentos e experiência sobre o quão confortável o apartamento é para se viver, e sobre as qualidades superiores do isolamento acústico da construção de madeira, convenceu-me ainda mais. Pude sentir o calor acolhedor do prédio assim que entrei nele. A vista da paisagem ao redor que se abre em diferentes direções no corredor espaçoso é impressionante. Puukuokka é um prédio em que me senti mais confortável em todos os sentidos”.

    O vencedor no primeiro ano da premiação foi o Museum of the History of Polish Jews em Varsóvia, Polônia, do escritório de arquitetura Lahdelma & Mahlamäki Architects.

     

    Projeto de arquitetura de OOPEAA

    Ano: 2014

    Local: Kuokkala, Finlândia

  • Monocromia e linhas salientes no projeto arquitetônico de Zaha Hadid

    Monocromia e linhas salientes marcam o novo projeto arquitetônico de Zaha Hadid em Moscou.

    Monocromia-e-linhas-salientes Baseado em Londres, seu escritório de arquitetura criou o projeto de um edifício empresarial de sete andares para os setores de TI e criatividade que estão em franca expansão em Moscou – o “Dominion Office Building” visa essencialmente ser um espaço para abrigar startups. Para quem conhece um pouco por lá, o prédio está localizado em uma área residencial e industrial, perto do metrô Dubrovka, na região sudeste da cidade. A monocromia e as linhas salientes são o ponto alto do projeto arquitetônico. projeto-arquitetonico No projeto arquitetônico da renomada arquiteta iraquiana, pisos desalinhados e um átrio em preto e branco dominam o cenário, criando uma arquitetura um tanto dramática. As placas brancas do piso do prédio de 36 metros de altura foram desigualmente empilhadas, criando saliências irregulares. Aliás, o design irregular é uma marca dos projetos da arquiteta. arquiteta-iraquiana Escadas com corrimão branco e degraus em um preto brilhante entrecruzam diagonalmente o átrio no centro do prédio. Balcões curvilíneos dão vista para o espaço vazio no centro de cada piso, criando um efeito escultural semelhante ao que a arquiteta usou nas escadas do MAXXI Museu em Roma. Projeto-de-Arquitetura-Zaha-Hadid escritorio-de-arquitetura-Zaha-Hadid-Architects Segundo o escritório de arquitetura Zaha Hadid Architects, “concebido como uma série de placas verticalmente empilhadas fora do alinhamento de cada andar e conectadas com elementos curvos, um átrio central se ergue pelos andares para trazer luz natural ao centro do prédio”. Monocromia-e-linhas-na-arquitetura O projeto arquitetônico, que tem sete andares, além de dois andares no subsolo que servem como estacionamento, também inclui um restaurante e instalações para conferências. Os escritórios ocupam 21,184 metros quadrados da planta, que tem 62 metros por 50,5 metros. Eles estão arranjados contra a fachada de vidro, pelos sete andares, enquanto escadas de incêndio, elevadores e banheiros foram posicionados ao redor do espaço central. arquitetura-com-design-irregular Projeto-arquitetonico-em-Moscou Portas de vidro separam os escritórios dos espaços de reuniões localizados nos balcões, e permitem que a luz natural que vem do átrio passe por elas. Mais salas de reuniões e um restaurante ocupam o térreo do projeto arquitetônico, criando um espaço social para as startups que irão compartilhar escritórios no prédio. O átrio servirá como um espaço compartilhado para encorajar interações entre as pessoas e, consequentemente, a colaboração entre as empresas. Arquiteta-Zaha-Hadid “Muitas startups de TI e da indústria criativa consideram vital essa cultura de pesquisa coletiva para o progresso e o desenvolvimento, e a arquitetura do “Dominion Office Building” reforça esse conceito com a conectividade aberta por todo o prédio”. A arquitetura ainda se completa com listras pretas que se espalham pelo piso branco do lobby das portas e entradas, dando a impressão de uma projeção alongada das sombras. Arquitetura-Empresarial

    projeto-de-arquitetura-terreoTérreo

     

    projeto-de-aquitetura-3-andar3º andar

      projeto-de-arquitetura   Projeto de arquitetura: Zaha Hadid Architects Local: Moscou, Rússia Imagens de Hufton + Crow

  • Antes e Depois – prédio comercial em ruínas passa por uma reforma deslumbrante

    Um prédio comercial em ruínas passou por uma reforma deslumbrante em Bangcoc pelas mãos dos arquitetos do escritório de arquitetura tailandês Idin Architecture. Antes-e-Depois Predio-comercial O prédio em questão estava demasiadamente destruído e sem conservação alguma. Mesmo assim, os arquitetos tailandeses conseguiram converter o antigo prédio comercial em uma nova casa com uma arquitetura que chama a atenção de quem passa pela rua. Localizada na capital da Tailândia, o prédio de sete andares é agora residência de quatro irmãos que dirigem o negócio da família – uma joalheria que fica no térreo da construção. Reforma arquitetura-contemporanea O projeto de arquitetura da reforma teve como ponto de partida o esqueleto praticamente destruído que restava de dois prédios comerciais antigos. Usando essa estrutura existente e nada mais, os arquitetos foram capazes de criar uma arquitetura residencial contemporânea deslumbrante, com moradias separadas para cada um dos irmãos. Cada moradia foi feita para ser uma casa compacta – cada uma é composta por dois andares com espaços amplos, sala de estar, quartos, cozinha e despensa. Cada unidade tem seu acesso independente – um elevador situado na parte de trás do prédio dá acesso às unidades. No último andar foi construída uma área comunitária, com uma sala de estar com plano aberto e uma sala de jantar para toda a família, enquanto que no térreo fica a loja. A arquitetura da casa não foi projetada apenas para os quatro irmãos morarem; o projeto arquitetônico prevê o crescimento da família de cada um deles, por isso os espaços são grandes. Arquitetura-Residencial Arquitetura projeto-de-arquitetura-residencial Projeto-de-arquitetura Arquitetura-moderna Arquitetos Arquitetos-IdinArchitecture O centro e o fundo da casa são abertos para o exterior, com vidros do chão ao teto que permitem que a luz natural invada todos os andares. E ainda nesse núcleo central, uma árvore fícus alta emerge pelos andares, dando um toque de natureza e serenidade no interior dessa arquitetura contemporânea. Como esse núcleo é envolto por vidro é possível ver as movimentações que acontecem em cada unidade. Idin-Architecture Reforma-deslumbrante Escritorio-de-arquitetura-tailandes Arquitetura-residencial-contemporanea Arquitetos-tailandeses Dá para perceber bem que a nova arquitetura praticamente não lembra nada da construção anterior, a não ser pela estrutura que foi reaproveitada de forma inteligente. Desafio-para-arquitetos Predio-comercial-em-ruinas Projeto-arquitetonico Projeto-arquitetonico-2 Projeto-arquitetonico-3 Projeto-arquitetonico-4 Projeto-arquitetonico-5 Projeto-arquitetonico-6 Projeto-arquitetonico-7 Projeto-arquitetonico-8       Projeto de arquitetura: Idin Architecture Ano: 2015 Local: Bangcoc, Tailândia Imagens de Spaceshift

  • A maior cobertura verde do mundo em Cupertino

     

    A maior cobertura verde do mundo será construída em Cupertino, na Califórnia.

    O arquiteto Rafael Viñoly e o escritório de arquitetura Olin Landscape Architects divulgaram detalhes do projeto arquitetônico da maior cobertura verde do mundo – um parque comunitário de mais de 121.405 m² entre a sede da Apple na Infinite Loop e a Apple Campus 2 (o prédio com formato de espaçonave). A cobertura verde gigante faz parte do projeto de renovação do Vallco Shopping Mall, da empresa Sand Hill Property, avaliado em USD3 bilhões. O projeto arquitetônico, super ambicioso, pretende transformar o shopping em uma comunidade de uso misto sustentável e tranquila e de acordo com os pré-requisitos do certificado LEED Platinum – ou Leadership in Energy & Environmental Design, que é um programa de certificação americano de prédios verdes que reconhece as melhores estratégias e práticas de construção.

     projeto arquitetônico arquitetura cobertura verde

    Com o novo nome de Hills at Vallco, o maior projeto arquitetônico de cobertura verde do mundo irá transformar radicalmente o shopping defasado de Cupertino em um centro híbrido de varejo e prédios empresariais, além de centenas de residências, tudo isso envolvido em um espaço aberto de preservação feito pelo homem.

    O projeto da maior cobertura verde do mundo é um feito sem precedentes na engenharia – o Hills at Vallco será “pelo menos duas vezes maior que qualquer tentativa já feita antes”. No projeto arquitetônico, o parque comunitário elevado irá incluir uma pista de caminhada e jogging de mais de 6 km ao longo de colinas, pomares, vinhedos, hortas orgânicas, áreas de recreação infantil, e um santuário para abrigar flora e fauna nativas.

    projeto arquitetônico arquitetura cobertura verde

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    A cobertura verde sustentável irá ajudar o Hills at Vallco a alcançar a certificação LEED Platinum através do cultivo de plantas nativas, tolerantes à seca e que se adaptam bem ao clima da região; através também da redução da demanda de energia pela ventilação e isolamento térmico; melhora da qualidade do ar; e a neutralização do efeito da ilha de calor. Além de tudo isso, a água reciclada e reaproveitada da chuva será utilização na irrigação do parque.

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    A empresa Sand Hill promete atrair um mix de varejo que irá atender os moradores com estilo de vida ativo, bem como os profissionais dos escritórios locais e os residentes das casas propostas no projeto arquitetônico.

    O Hills at Vallco será ancorado no nível da rua por duas praças. O estacionamento ficará principalmente no subsolo, e um centro de trânsito deve ser construído no shopping center.

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    Mais de 58 mil m² serão destinados às áreas de entretenimento e comércio, além de aproximadamente 186 mil m² de espaços corporativos e 800 unidades residenciais – serão 680 apartamentos com valores de mercado, 80 com valores mais acessíveis e 40 para idosos. Para Reed Moulds, diretor da Sand Hill que está liderando o projeto de renovação, “a habitação reflete nossa comunidade – valor de mercado para os empregados das companhias de tecnologia e famílias jovens, casas acessíveis para nossos professores e bombeiros, e residências de qualidade reservadas aos nossos idosos”.

    projeto arquitetônico arquitetura cobertura verde

    O projeto arquitetônico também prevê vários restaurantes e opções de entretenimento, como cinema, pista de patinação, boliche e academia. A praça também poderá hospedar os mercados dos agricultores e noites de cinema ao ar livre.

    projeto arquitetônico arquitetura cobertura verde

    projeto arquitetônico arquitetura cobertura verde

    Para Moulds “não haverá nada como isso quando estiver pronto.” “Acreditamos que seu foco comunitário irá fazer deste um lugar notável para viver, trabalhar, comer, brincar, aprender e se divertir”. O projeto arquitetônico do Hills at Vallco é resultado de um longo processo de engajamento da comunidade para atender as necessidades e preocupações dos moradores.

    Imagens de The Hills at Vallco

     

  • Novo campus da Apple terá um observatório para os fãs

    Por que será que o novo campus da Apple terá um observatório para os fãs?

    Sabe aqueles restaurantes onde é possível ver o chef e sua equipe trabalhando na cozinha? Ou você esteve em um museu de história natural ultimamente (esses fora do Brasil)? Se sim, você está familiarizado com os laboratórios envidraçados onde paleontologistas e arqueologistas dão ao público uma amostra de seu trabalho. Pois parece que a Apple quer instigar esse tipo de interesse nas suas operações diárias.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãsO centro de visitantes na face sul da Apple Campus 2 mostra os vidros curvilíneos nas laterais, assim como mesas ao ar livre. Dentro, um café e uma loja, com a plataforma do observatório acima.

    Recentemente surgiram imagens do projeto arquitetônico do novo campus, que ainda não haviam sido divulgadas, contemplando um centro de visitantes com um deck de observação e uma loja na cobertura do prédio. O projeto arquitetônico da Apple Campus 2, em Cupertino, na Califórnia, é do escritório de arquitetura Foster + Partners, que ganhou a permissão para o projeto em 2013. Um centro de visitantes havia sido incluído como parte do plano para aplicação do projeto deles, mas acredita-se que esse novo design tenha sido apresentado somente em abril desse ano.

     

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãs

    Com paredes de vidro e teto de fibra de carbono, o centro de visitantes é proposto pelos arquitetos para ficar ao lado do enorme edifício em formato de anel, cujas imagens foram divulgadas anteriormente, em 2013. Essas informações são do Silicon Valley Business Journal.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãs

    O projeto arquitetônico mostra um café, uma Apple Store e uma recepção para visitantes localizados dentro da estrutura térrea, enquanto escadas e elevadores levam para o deck de observação na cobertura, cerca de sete metros acima do solo. Desse deck de observação nesse prédio adicional, os visitantes terão a oportunidade de ter uma vista aérea do prédio principal da Apple Campus 2.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãsEssa imagem em corte mostra o estacionamento no subsolo bem como os espaços do prédio.

    Ao mesmo tempo em que essa novidade na arquitetura do novo campus deve encorajar os Apple lovers a visitarem o escritório da marca, o projeto arquitetônico também é desenhado para controlar a multidão. A companhia está claramente assumindo que os fãs virão – e quando isso acontecer, haverá um local específico onde eles poderão circular livremente e, claro, gastar.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãsVista térrea da face oeste do centro de visitantes. Embora nessa imagem as árvores escondam a arquitetura, é possível ter uma ideia da área de exposição do produto.

    Quem imaginaria, há poucos anos, que uma empresa de tecnologia seria uma atração turística? É um exemplo interessante de como a Apple usa seus escritórios – e mais, sua arquitetura – como uma ferramenta de marketing.

    Segundo uma fonte contou ao site Business Insider, “cada pedaço do telefone é projetado, e o prédio é do mesmo jeito”. Claro. Quando milhares de pessoas gostam tanto do seu produto que chegam a viajar para ver de perto como ele é feito, o lugar deve estar à altura do produto.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãsVista do centro de visitantes na face norte.

    Em fase de construção, a Apple Campus 2 será uma segunda sede para a companhia, com espaço para acomodar 13 mil empregados. Steve Jobs chegou a encomendar o projeto arquitetônico antes de sua morte em 2011. Sua arquitetura pretende mudar o comportamento dos funcionários dentro do local de trabalho.

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãsPor essa imagem é possível ter uma ideia do tamanho e escala do prédio. Note que há uma parede atrás das pessoas que estão no telhado; ela foi projetada para manter a privacidade da vizinhança.

    O projeto arquitetônico deverá ser concluído no final desse ano, embora não se saiba se os arquitetos conseguirão cumprir o deadline (já que têm ocorrido alguns problemas graves, como um custo excedente estimado em U$2 bilhões – dos U$3bilhões aprovados inicialmente, estima-se que os gastos já chegaram a U$5bilhões).

    Novo campus da Apple terá um observatório para os fãs

    Assista a um vídeo feito com drone em fevereiro/15 mostrando como anda a construção da Apple Campus 2:

    * Imagens do Silicon Valley Business Journal, Dai Sugano/Bay Area News Group e Cupertino City Council

  • Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    Pense bem: você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura? Pois esse tipo de desafio não é raro para os arquitetos japoneses. Lá, onde os espaços disponíveis para construção são super escassos, os arquitetos têm que abusar da criatividade para fazer projetos arquitetônicos eficientes e que proporcionem conforto.

    Você moraria em uma casa com apenas 1,8 metros de largura?

    O escritório de arquitetura YUUA Architects and Associates, de Tóquio, criou um grande exemplo de projeto arquitetônico de moradia habitável, ainda que muito compacta, para a sua “1.8m-Width House” – casa de 1,8 metros de largura.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    Para o projeto arquitetônico dar certo, os arquitetos exploraram a altura da casa para compensar a área estreita, e trouxeram luminosidade natural para o interior da construção, por meio de uma grande fachada de vidro que dá para uma rua bem tranquila.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    O projeto de arquitetura dessa residência super estreita foi feito para um casal e seus dois gatos. Além de trazer iluminação natural, as janelas voltadas para a rua, que vão do chão ao teto, criaram a ilusão de que a casa é maior do que realmente é – isso graças à vista que se alonga para fora.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    Para preservar a privacidade, a áreas principais de convivência e os quartos ficaram acomodados na parte de trás da casa, que conta com 11 metros de profundidade. O interior – com decoração minimalista para harmonizar com a fluidez do espaço – conta com paredes escuras e piso de madeira, que deixam o ambiente mais aconchegante, e superfícies de metal.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    A construção foi feita com estrutura de aço para minimizar a necessidade de colunas no projeto arquitetônico, e as luminárias foram instaladas nas paredes, ao invés de no teto, para maximizar o espaço.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    No projeto de arquitetura, a casa foi dividida em quatro níveis principais, sem espaços fechados: um porão semissubterrâneo; uma área de estudos e dormitório no segundo andar; uma cozinha com plano aberto, sala de estar e sala de jantar no piso acima; e um banheiro, um terraço e um quarto no andar mais alto.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    Cada andar desce um pouco em elevação em relação à frente da casa até a parte de trás – o piso semielevado na frente da casa bloqueia a vista para o interior. Esse desnivelamento deixa o espaço mais extenso.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    A escada principal de ferro, localizada no fundo da casa, é iluminada por luz natural que vem de uma claraboia. Uma escada secundária leva para baixo, para o porão.

    Você moraria em uma casa com 1,8 metros de largura?

    Projeto de arquitetura de YUUA Architects and Associates
    Local: Tóquio, Japão
    Fotografias de Toshihiro Sobajima

  • Persianas inteligentes controladas por iPad revestem toda a fachada de uma casa

    Persianas inteligentes controladas por iPad revestem toda a fachada de uma casa na Áustria

    Sim, vivemos a era da tecnologia e da tão comentada internet das coisas. Por isso, não fica tão difícil imaginar – na verdade, conceber – que persianas inteligentes controladas por iPad possam revestir toda a fachada de uma casa na Áustria. Mesmo porque a arquitetura sempre andou lado a lado com os avanços tecnológicos. É muito interessante vermos essa combinação sendo bem aproveitada, de forma inteligente e com o objetivo de trazer mais conforto ao dia-a-dia das pessoas.

    Persianas inteligentes controladas por iPad

    Esse projeto arquitetônico residencial – chamado de House GT – em Linz, terceira maior cidade da Áustria, foi desenvolvido pelos arquitetos Andreas Dworschak e Wolfgang Mühlbachler, do escritório de arquitetura local Archinauten, para uma família composta por um casal de engenheiros de software e seus filhos. Linz, não coincidentemente, sedia anualmente o Ars Electronica Festival, um evento de arte digital e tecnologia.

    Persianas inteligentes controladas por iPad

    O projeto arquitetônico contempla uma fachada toda de vidro, para que os moradores possam apreciar a paisagem ao redor. Contudo, esse elemento acabaria criando um problema de privacidade. Por isso, os arquitetos planejaram uma série de persianas instaladas verticalmente por toda a fachada: um iPad controla eletronicamente as persianas que se abrem ou se fecham pela fachada de vidro, permitindo aos moradores revelar ou esconder a paisagem externa. Dispostas em duas fileiras, essas persianas articuladas se estendem pelos dois andares superiores para proteger os espaços de convívio familiar.

    Persianas inteligentes controladas por iPad

    Segundo a descrição dos arquitetos, “toda a fachada sul é coberta por um inteligente sistema de sombreamento acionado eletricamente, que funciona como um filtro de camadas que regulam a visibilidade e a quantidade de luminosidade solar”. Esse sistema reage às necessidades do usuário e influencia profundamente a aparência da fachada.

    Perfurações circulares

    As persianas, de aço, possuem pequenas perfurações circulares. Quando estão fechadas, essas perfurações recriam artificialmente no interior da residência o efeito de luz e sombra projetado pela folhagem das árvores. Como os arquitetos explicaram, esse padrão ‘malhado’ faz uma vaga referência à sombra que as árvores e as folhas teriam na superfície da fachada.

    Persianas inteligentes controladas por iPad

    Esse padrão segue dentro da casa, pelos painéis de MDF preto dispostos nas paredes, assim como no elevador que conecta os quatro andares da casa.

    Persianas Inteligentes Controladas por iPad

    Como o elevador é o único espaço do projeto arquitetônico sem vista, para compensar os arquitetos cobriram com grama artificial uma de suas paredes.

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    No projeto arquitetônico, os dois andares inferiores da casa ficam parcialmente no subsolo. O lobby, que na arquitetura fica escondido sob um gramado em declive na frente da casa, contem uma área fechada, banheiro e vagas de estacionamento para hóspedes. No primeiro piso, que fica ligeiramente recuado do resto da fachada e parcialmente mascarado pelo gramado, há um escritório – marido e esposa trabalham em casa. As janelas mais altas projetadas pelos arquitetos são uma fonte de luz para o piso parcialmente submerso.

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    De acordo com o projeto arquitetônico, três dormitórios estão situados atrás da fachada de vidro no segundo andar. Uma escada estreita nesse piso leva a um jardim. A sala de estar e a cozinha ficam na cobertura de vidro no piso superior, que também dá acesso ao jardim no fundo da casa.

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    Os arquitetos optaram pelo terrazo salpicado e o assoalho de carvalho para o revestimento dos pisos. A área construída tem um total de 1054 metros quadrados. Os arquitetos também projetaram uma sauna e uma piscina no jardim, que podem ser construídos em uma segunda fase do projeto arquitetônico.

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    Projeto de arquitetura da Archinauten
    Local: Linz, Áustria
    Fotografias de Kurt Hörbst

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