Durante o Beijing Design Week 2015, arquitetos chineses usaram tubos de ventilação para criar uma fachada tipográfica para um centro de visitantes e espaço de exposição. O projeto arquitetônico pretendeu mostrar, através de eventos e exposições, estratégias de regeneração para o distrito Baitasi, uma área de preservação cultural e histórica e um beco dentro da capital chinesa, Beijing. Por isso o projeto ganhou o apelido de “Tubular Baitasi”.

O escritório de arquitetura responsável pelo projeto arquitetônico foi o People’s Architecture Office, de Beijing. Os arquitetos usaram tubos de metal normalmente empregados em sistemas de aquecimento, ar condicionado ou ventilação para criar a fachada com caracteres gigantes chineses.
Segundo os arquitetos chineses, “o prédio de vários andares usa dutos de metal HVAC por toda parte como um tipo de arquitetura vernacular. O design da fachada pretende envolver o público de várias maneiras”.

Primeiro, os dutos formam a palavra chinesa 白塔寺, que significa White Pagoda Temple, garantindo que o bairro seja visível à distância – o nome na fachada faz referência a um templo de 700 anos existente na redondeza, que os transeuntes podem ver se espiarem por dentro das seções de tubulação que foram propositalmente deixadas abertas pelos arquitetos.

Segundo, os arquitetos instalaram periscópios integrados dentro dos tubos de metal, permitindo que os transeuntes possam ter vistas da paisagem urbana da redondeza. Esses pontos de visualização incluem o templo White Pagoda (mencionado acima) e o People’s Commune Building – um complexo habitacional experimental da década de 50. O público também pode usar os periscópios para observar o segundo andar do edifício, que abriga o espaço de aulas da Architectural Association, além de um workshop de impressão em 3D.

No térreo, os arquitetos deixaram partes da tubulação de metal em formato de “U” se estenderem através do edifício, oferecendo assentos para os pedestres descansarem.

A tubulação continua para dentro do prédio, proporcionando espaços de exibição, mesas e plataformas para serem usadas em exposições. Os tubos também formam mobília para os visitantes, com as tubulações se ramificando das mesas centrais para formar assentos.


Entrada do centro de visitantes

Espaço de exposição no andar superior
O Beijing Design Week aconteceu de 24 de setembro a 01 de outubro.


Diagrama da fachada, com os periscópios e mobília

Espaço de exposição no segundo andar

Vista do mobiliário
Imagens de People’s Architecture Office e Liqun Zhao















Imagens do Sunnyvale hoje, à esquerda, e da proposta para o campus da Apple, à direita.









Baseado em Londres, seu escritório de arquitetura criou o projeto de um edifício empresarial de sete andares para os setores de TI e criatividade que estão em franca expansão em Moscou – o “Dominion Office Building” visa essencialmente ser um espaço para abrigar startups. Para quem conhece um pouco por lá, o prédio está localizado em uma área residencial e industrial, perto do metrô Dubrovka, na região sudeste da cidade. A monocromia e as linhas salientes são o ponto alto do projeto arquitetônico.
No projeto arquitetônico da renomada arquiteta iraquiana, pisos desalinhados e um átrio em preto e branco dominam o cenário, criando uma arquitetura um tanto dramática. As placas brancas do piso do prédio de 36 metros de altura foram desigualmente empilhadas, criando saliências irregulares. Aliás, o design irregular é uma marca dos projetos da arquiteta.
Escadas com corrimão branco e degraus em um preto brilhante entrecruzam diagonalmente o átrio no centro do prédio. Balcões curvilíneos dão vista para o espaço vazio no centro de cada piso, criando um efeito escultural semelhante ao que a arquiteta usou nas escadas do MAXXI Museu em Roma.
Segundo o escritório de arquitetura Zaha Hadid Architects, “concebido como uma série de placas verticalmente empilhadas fora do alinhamento de cada andar e conectadas com elementos curvos, um átrio central se ergue pelos andares para trazer luz natural ao centro do prédio”.
O projeto arquitetônico, que tem sete andares, além de dois andares no subsolo que servem como estacionamento, também inclui um restaurante e instalações para conferências. Os escritórios ocupam 21,184 metros quadrados da planta, que tem 62 metros por 50,5 metros. Eles estão arranjados contra a fachada de vidro, pelos sete andares, enquanto escadas de incêndio, elevadores e banheiros foram posicionados ao redor do espaço central.
Portas de vidro separam os escritórios dos espaços de reuniões localizados nos balcões, e permitem que a luz natural que vem do átrio passe por elas. Mais salas de reuniões e um restaurante ocupam o térreo do projeto arquitetônico, criando um espaço social para as startups que irão compartilhar escritórios no prédio. O átrio servirá como um espaço compartilhado para encorajar interações entre as pessoas e, consequentemente, a colaboração entre as empresas.
“Muitas startups de TI e da indústria criativa consideram vital essa cultura de pesquisa coletiva para o progresso e o desenvolvimento, e a arquitetura do “Dominion Office Building” reforça esse conceito com a conectividade aberta por todo o prédio”. A arquitetura ainda se completa com listras pretas que se espalham pelo piso branco do lobby das portas e entradas, dando a impressão de uma projeção alongada das sombras. 
Térreo
3º andar
Projeto de arquitetura:
O prédio em questão estava demasiadamente destruído e sem conservação alguma. Mesmo assim, os arquitetos tailandeses conseguiram converter o antigo prédio comercial em uma nova casa com uma arquitetura que chama a atenção de quem passa pela rua. Localizada na capital da Tailândia, o prédio de sete andares é agora residência de quatro irmãos que dirigem o negócio da família – uma joalheria que fica no térreo da construção.
O projeto de arquitetura da reforma teve como ponto de partida o esqueleto praticamente destruído que restava de dois prédios comerciais antigos. Usando essa estrutura existente e nada mais, os arquitetos foram capazes de criar uma arquitetura residencial contemporânea deslumbrante, com moradias separadas para cada um dos irmãos. Cada moradia foi feita para ser uma casa compacta – cada uma é composta por dois andares com espaços amplos, sala de estar, quartos, cozinha e despensa. Cada unidade tem seu acesso independente – um elevador situado na parte de trás do prédio dá acesso às unidades. No último andar foi construída uma área comunitária, com uma sala de estar com plano aberto e uma sala de jantar para toda a família, enquanto que no térreo fica a loja. A arquitetura da casa não foi projetada apenas para os quatro irmãos morarem; o projeto arquitetônico prevê o crescimento da família de cada um deles, por isso os espaços são grandes.
O centro e o fundo da casa são abertos para o exterior, com vidros do chão ao teto que permitem que a luz natural invada todos os andares. E ainda nesse núcleo central, uma árvore fícus alta emerge pelos andares, dando um toque de natureza e serenidade no interior dessa arquitetura contemporânea. Como esse núcleo é envolto por vidro é possível ver as movimentações que acontecem em cada unidade.
Dá para perceber bem que a nova arquitetura praticamente não lembra nada da construção anterior, a não ser pela estrutura que foi reaproveitada de forma inteligente.
Projeto de arquitetura: 









O centro de visitantes na face sul da Apple Campus 2 mostra os vidros curvilíneos nas laterais, assim como mesas ao ar livre. Dentro, um café e uma loja, com a plataforma do observatório acima.

Essa imagem em corte mostra o estacionamento no subsolo bem como os espaços do prédio.
Vista térrea da face oeste do centro de visitantes. Embora nessa imagem as árvores escondam a arquitetura, é possível ter uma ideia da área de exposição do produto.
Vista do centro de visitantes na face norte.
Por essa imagem é possível ter uma ideia do tamanho e escala do prédio. Note que há uma parede atrás das pessoas que estão no telhado; ela foi projetada para manter a privacidade da vizinhança.


















